Meta: empresa gastou bilhões de dólares nos últimos meses para expandir a área de IA (Chesnot/Getty Images)
Redatora
Publicado em 29 de agosto de 2025 às 17h21.
Com apenas 22 anos, Manoj Tumu alcançou um marco profissional que muitos perseguem por décadas: deixou um cargo na Amazon para integrar o time de machine learning da Meta, com remuneração anual superior a US$ 400 mil.
Mais do que uma conquista individual, sua contratação revela uma mudança significativa no modo como empresas de tecnologia direcionam seus recursos financeiros: a prioridade é atrair e reter talentos com domínio técnico em inteligência artificial.
O investimento pesado em perfis como o de Tumu revela como as finanças corporativas estão sendo remodeladas para sustentar o avanço de projetos de IA. As informações foram retiradas do portal Business Insider.
Tumu iniciou sua formação em IA em 2022, ao mesmo tempo em que cursava um mestrado e trabalhava em tempo integral como engenheiro.
Em pouco tempo, acumulou experiência suficiente para entrar na Amazon, onde permaneceu por nove meses. A decisão de migrar para a Meta foi estratégica: “Achei que havia trabalhos mais interessantes acontecendo por lá”, disse ao Business Insider.
Hoje, ele atua em uma equipe de pesquisa em publicidade, área estratégica da Meta, e dedica-se à leitura e implementação de modelos avançados. Seu cargo mistura pesquisa e engenharia, refletindo o perfil híbrido que o mercado mais procura e pelo qual paga caro.
A vaga de Manoj é apenas um entre milhares de exemplos de como as big techs estão reorganizando suas estruturas financeiras.
Para manterem-se líderes, empresas como Meta, Amazon, Google e OpenAI estão canalizando parte significativa de seus orçamentos para atrair especialistas em IA, que são cada vez mais escassos e valorizados.
A movimentação tem reflexos diretos nas finanças corporativas: o custo por talento aumentou, e com isso, cresce a necessidade de ajustar salários, benefícios, treinamentos e infraestrutura.
No caso da Meta, a inteligência artificial aplicada à publicidade exige decisões rápidas e precisas, baseadas em modelos que consomem enormes volumes de dados. E isso só é possível com times altamente qualificados.
Tumu é um exemplo concreto de como o avanço da IA está moldando não só os produtos e serviços, mas as estratégias de alocação de capital dentro das corporações.
A valorização acelerada de profissionais com domínio em aprendizado de máquina altera projeções financeiras, exige readequações orçamentárias e redefine quais áreas receberão mais investimentos.
Mais do que inovação tecnológica, a inteligência artificial hoje exige das empresas uma nova visão de planejamento, em que salários milionários, equipes enxutas e resultados rápidos são a regra. E isso está transformando radicalmente a forma como as big techs lidam com suas finanças corporativas.
Por isso, a EXAME, em parceria com a Saint Paul Escola de Negócios, lançou o Pré-MBA em Finanças Corporativas — um treinamento criado para quem quer dominar a lógica dos números e utilizá-la como diferencial na trajetória profissional, por R$37,00.