Carreira

Robôs ocuparão 20 milhões de empregos em 2030, segundo estudo

Apesar de oferecer benefícios econômicos, robôs estariam eliminando de forma desproporcional empregos de baixa qualificação, agravando a situação social

Oxford Economics conclui que em regiões com menos qualificações a perda de empregos dobrará em relação a regiões com maiores qualificações, inclusive em um mesmo país (Skynesher/Getty Images)

Oxford Economics conclui que em regiões com menos qualificações a perda de empregos dobrará em relação a regiões com maiores qualificações, inclusive em um mesmo país (Skynesher/Getty Images)

A

AFP

Publicado em 26 de junho de 2019 às 06h31.

Última atualização em 27 de junho de 2019 às 14h28.

Espera-se que em 2030 os robôs ocupem mais de 20 milhões de empregos industriais em todo o mundo, agravando as desigualdades sociais e geográficas, mas impulsando a produção econômica geral, segundo um estudo recente.

A previsão, divulgada na quarta-feira (26), destaca as crescentes preocupações sobre a automatização e os robôs que, apesar de oferecer benefícios econômicos, estão eliminando de forma desproporcional empregos de baixa qualificação, agravando a situação social e econômica.

O estudo realizado pela Oxford Economics, uma empresa britânica privada de investigação e consultoria, detalhou que o deslocamento de empregos ocasionado pelo aumento dos robôs não se distribuirá uniformemente no mundo nem dentro dos países.

Os robôs já absorveram milhões de empregos industriais e agora estão tomando impulso nos serviços, ajudados por avanços em áreas como visão por computador, reconhecimento de voz e aprendizagem automática, destaca o estudo.

A Oxford Economics conclui que em regiões com menos qualificações a perda de empregos dobrará em relação a regiões com maiores qualificações, inclusive em um mesmo país.

A pesquisa chega em meio a um intenso debate sobre o aumento da tecnologia no mundo do trabalho e seu impacto no emprego, fenômeno que inclui os carros de condução autônoma, a preparação robótica de alimentos e as operações automatizadas de fábricas e armazéns.

Muitos analistas indicam que a automatização em geral impulsou uma maior criação de empregos do que destruiu, mas que nos últimos anos a tendência criou uma brecha de habilidades que deixa muitos trabalhadores sem emprego.

Os pesquisadores veem um "dividendo robótico" de cinco bilhões de dólares para a economia global para o ano 2030, por uma maior produtividade.

"Os trabalhos que requerem funções repetitivas são os mais afetados", escreveram os autores.

"Os trabalhos em entornos menos estruturados e que demandam compaixão, criatividade ou inteligência social provavelmente serão realizados pelos humanos nas próximas décadas".

Acompanhe tudo sobre:carreira-e-salariosEmpregosRobôs

Mais de Carreira

Cearense de 23 anos cria projeto focado na saúde da mulher rural

Copacabana Palace cria escala 5x2 para cerca de 600 funcionários

CEO bilionário que começou como frentista ensina à geração Z a regra nº 1 da carreira

Como pensar como Warren Buffett: 3 princípios para criar negócios à prova do tempo