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Os trampolins mais comuns para 5 concursos públicos difíceis

Compensa prestar um concurso público mais simples antes de mirar um cargo concorrido?Especialistas indicam os "trampolins" mais comuns para 5 carreiras difíceis


	Trampolim: compensa prestar um concurso público mais simples antes de mirar um cargo concorrido?
 (Alex Koch/Thinkstock)

Trampolim: compensa prestar um concurso público mais simples antes de mirar um cargo concorrido? (Alex Koch/Thinkstock)

Claudia Gasparini

Claudia Gasparini

Publicado em 6 de maio de 2015 às 14h04.

São Paulo - O caminho para a aprovação no concurso público dos seus sonhos pode ser traçado de diversas formas.

Às vezes, é uma trajetória em linha reta: o candidato mira uma única carreira, por mais concorrida que ela seja, e estuda até passar - mesmo que isso leve anos para acontecer.

Mais indireta, a tática do "concurso trampolim" também tem seus adeptos. A ideia é prestar um exame mais fácil e, assim, conquistar uma vaga pública que garanta estabilidade para estudar para provas mais complexas.

Gladstone Felippo, professor do Universo do Concurso, recomenda essa etapa a todos os seus alunos. “Vale muito a pena, porque dá segurança para se preparar sem pressa e já na posição de concursado”, afirma.

A instabilidade dos empregos na iniciativa privada, sobretudo em tempos de crise econômica, tem tornado a tática cada vez mais popular entre concurseiros, segundo Marcelo Marques, diretor do site Concurso Virtual.

Em busca de tranquilidade para estudar, muitos profissionais com graduação e até pós-graduação acabam disputando vagas que só pedem ensino médio. "Alguns concursos intermediários pagam mais de 5 mil reais por mês e não exigem experiência prévia”, diz Marques. “São oportunidades que raramente surgem em empresas privadas”.

O lado B da estratégia
Apesar de muitas vantagens, a opção também tem suas armadilhas. A maior delas, segundo Felippo, é transformar a solução temporária em definitiva. "Muitas pessoas acabam se acomodando em carreiras medianas e deixam de buscar a sua vaga ideal", diz o professor.

Para Rodrigo Mesquita, professor do curso OAB Sem Medo, outro perigo é desconsiderar o impacto desse trabalho intermediário na rotina de estudos. “Dependendo do caso, o trabalho pode reduzir muito o tempo para a preparação do candidato”, explica.

Os trampolins mais comuns para 5 carreiras
Antes de se aventurar por concursos difíceis, muitos candidatos buscam posições mais modestas que tenham alguma ligação com a área. O objetivo, segundo Mesquita, é conhecer a estrutura e já ir se familiarizando com o ambiente da carreira pretendida.

Veja a seguir algumas "escalas" sugeridas pelos especialistas ouvidos por EXAME.com para cinco concursos bastante concorridos:

1. Juiz
As vagas intermediárias mais comuns, segundo Mesquita, são oficial de Justiça e analista ou técnico do Tribunal de Justiça (TJ). "São etapas que ensinam muito sobre a estrutura do poder Judiciário”, afirma.

2. Promotor
Antes de se candidatar à concorrida posição, muitos trabalham como técnicos ou analistas do Ministério Público. Segundo Felippo, alguns candidatos também procuram oportunidades na AGU (Advocacia-Geral da União).

3. Delegado da Polícia Federal
A melhor tática, neste caso, é prestar concursos ligados à segurança pública em geral, como para oficial de cartório da Polícia Civil ou agente administrativo, perito e papiloscopista da Polícia Federal.

4. Analista do INSS
A opção ideal para quem se interessa pela carreira é começar como técnico do INSS. "É a melhor forma de conhecer a estrutura e as peculiaridades da previdência social", diz Felippo.

5. Analista da Receita Federal
Para quem sonha com a posição, Felippo indica concursos de nível médio ou técnico, como assistente técnico-administrativo do Ministério da Fazenda, por exemplo.

*Matéria atualizada em 06/05/2015 às 14:04

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