Carreira

O negócio paralelo 'em modo oculto' de ex-barista da Starbucks agora fatura US$ 1 milhão por mês

Fundadora da Pashion Footwear revela os bastidores financeiros por trás de uma marca lucrativa e escalável

 (Reprodução/LinkedIn)

(Reprodução/LinkedIn)

Da Redação
Da Redação

Redação Exame

Publicado em 7 de novembro de 2025 às 15h33.

Uma lesão no pé, sofrida na pista de dança de uma festa universitária, foi o estopim para a criação de um negócio que hoje fatura US$ 1 milhão por mês.

Aos 29 anos, Haley Pavone é fundadora e CEO da Pashion Footwear, marca de calçados conversíveis, que podem ser usados com ou sem salto, e referência no setor de DTC (venda direta ao consumidor) nos Estados Unidos.

O início, no entanto, foi longe do glamour da indústria da moda. Em 2016, enquanto ainda cursava a faculdade e trabalhava meio período como barista no Starbucks, Pavone transformou a frustração com os saltos altos em uma ideia de produto.

Com uma apresentação da empresa bem estruturada, venceu três competições universitárias de startups e arrecadou US$ 26.500 sem diluir participação, valor usado para desenvolver o protótipo.

Garanta sua vaga por R$ 37: para se inscrever no pré-MBA em Finanças Corporativas da EXAME + Saint Paul, basta clicar aqui

A partir daí, levantou US$ 4,5 milhões com investidores-anjo, mas, segundo a fundadora, o maior aprendizado viria nos anos seguintes: crescer exige mais do que capital, exige domínio de finanças corporativas. As informações foram retiradas da Entrepreneur.

Fluxo de caixa, capital de giro e o risco do crescimento desordenado

Embora o mercado de consumo direto ao cliente ofereça altas margens, ele também impõe riscos. Um deles é o desequilíbrio entre produção e faturamento, comum em empresas que precisam antecipar estoques para períodos sazonais.

Foi exatamente esse cenário que a Pashion enfrentou em 2022, após um crescimento de 450% no ano anterior.

Animada, a equipe fez o maior pedido da história da empresa: US$ 1,5 milhão em produtos. No entanto, a crise logística global atrasou o recebimento do pedido em sete meses.

O resultado foi devastador e a empresa ficou sem dinheiro e sem estoque para vender, o que poderia ter levado ao colapso financeiro.

A saída veio da reorganização estratégica. Pavone e sua equipe reformularam o marketing, priorizaram o estoque remanescente e implementaram um sistema de pré-venda para manter a receita girando.

“O crescimento rápido pode parecer o sonho de todo empreendedor, mas, se não houver planejamento financeiro, o sucesso pode ser o próprio risco”, alertou.

Lucratividade como pilar — e não consequência — do crescimento

Depois do susto, a Pashion mudou a abordagem. Em vez de seguir pressionando a busca por capital de risco, passou a focar no crescimento orientado por receita.

Em 2023, tornou-se uma empresa lucrativa pela primeira vez. E, em setembro de 2025, registrou seu primeiro mês com receita líquida de US$ 1 milhão, mantendo um ritmo de crescimento de 20% ao ano.

Esse desempenho não veio apenas da inovação do produto, mas de uma estrutura financeira pensada para sustentar a escalabilidade, com controle de margens, política de compras conservadora e foco na eficiência operacional.

Transforme sua carreira: participe do pré-MBA em Finanças Corporativas e destaque-se no mercado com apenas R$ 37. Inscreva-se aqui.

Pavone admite que gastou tempo demais tentando captar com fundos de venture capital — esforço que teria sido mais bem aplicado em ações de marketing e relacionamento com o cliente. “O cenário de VC não é ideal para marcas de produto físico. Nosso tempo e energia são mais valiosos quando usados para vender mais e entender melhor o consumidor”, afirmou.

Varejo direto, margem e tecnologia como diferenciais

Um dos acertos financeiros da Pashion foi apostar no modelo de venda exclusivamente pelo próprio e-commerce direto ao consumidor final. Isso eliminou intermediários, aumentou a margem e permitiu uma relação direta com o cliente, essencial para validação de produto e estratégia de recompra.

A tecnologia Shopify foi uma aliada nessa jornada. A fundadora destaca o baixo custo inicial, escalabilidade e funcionalidades robustas da plataforma como chave para transformar um protótipo universitário em uma marca milionária.

Outro diferencial foi o foco constante no cliente. Pavone considera o atendimento ao consumidor como a área mais estratégica da empresa. “Ouça seus clientes como se sua vida dependesse disso, porque a vida da sua marca depende”, reforça.

Para quem quer dominar as finanças de verdade

Não é raro ouvir histórias de empresas que faliram por erros de gestão financeira. Foi de olho nisso que EXAME e Saint Paul decidiram liberar (com exclusividade e por tempo limitado) mais uma edição do Pré-MBA em Finanças Corporativas.

O treinamento é voltado para quem deseja aprimorar a gestão financeira e se destacar num mercado cada vez mais competitivo. Por isso, ao longo de quatro aulas virtuais, os participantes terão acesso a um conteúdo robusto, que inclui temas como análise financeira, planejamento estratégico e gestão de riscos.

Veja, abaixo, motivos para não ficar de fora dessa oportunidade imperdível.

  • Conteúdo relevante desenvolvido por especialistas da área;
  • Carga horária de três horas;
  • Programa atualizado e alinhado às demandas do mercado;
  • Certificado após a conclusão do treinamento;
  • Aulas virtuais, que incluem uma sessão de tira-dúvidas online;
  • Possibilidade de interação com outros profissionais da área;
  • Estudos de casos do mercado.

EU QUERO PARTICIPAR DE TREINAMENTO VIRTUAL COM CERTIFICADO SOBRE FINANÇAS

Acompanhe tudo sobre:Branded MarketingBranded Marketing Finanças

Mais de Carreira

Cearense de 23 anos cria projeto focado na saúde da mulher rural

Copacabana Palace cria escala 5x2 para cerca de 600 funcionários

CEO bilionário que começou como frentista ensina à geração Z a regra nº 1 da carreira

Como pensar como Warren Buffett: 3 princípios para criar negócios à prova do tempo