Líder com problemas: lidar com críticas faz parte do dia a dia de todo gestor (Foto/Thinkstock)
Redatora
Publicado em 29 de abril de 2025 às 16h34.
Última atualização em 29 de abril de 2025 às 16h40.
Fazer uma pergunta apenas para puxar assunto sobre si mesmo agora tem nome: boomerask. O termo dado pelos pesquisadores comportamentais Alison Wood Brooks, da Harvard Business School, e Michael Yeomans, da Imperial College Business School, descreve uma prática comum — e irritante — nas interações humanas. As informações foram retiradas de Business Insider.
Publicado no The Journal of Experimental Psychology: General deste ano, o estudo liderado por Wood Brooks e Yeomans analisou o comportamento de mais de 3.000 pessoas para compreender o impacto desse “bumerangue de conversação”. Ao contrário do que imaginam, aqueles que praticam o boomerasking acreditam estar sendo simpáticos e interessantes, mas são percebidos como egocêntricos, falsos e desinteressados.
No contexto de liderança e gestão, essa descoberta é particularmente relevante. A capacidade de escutar de forma genuína é uma das habilidades mais valorizadas entre líderes de alta performance.
Yeomans destaca que cada episódio de boomerasking, isoladamente, é apenas um pequeno incômodo. No entanto, quando se torna parte de um padrão, revela uma falta de interesse genuíno que pode custar caro para a reputação de quem lidera.
O boomerask se soma a outros comportamentos de comunicação considerados irritantes e prejudiciais no ambiente de trabalho, como o “mansplaining” (homens explicando de maneira condescendente), o “hepeating” (apropriação de ideias femininas) e o “manterrupting” (interrupção frequente de mulheres durante conversas). Em todos esses casos, a linha comum é a dificuldade de ouvir ativamente e valorizar as contribuições dos outros.
Wood Brooks e Yeomans apontam que o segredo para abandonar o boomerasking é simples, mas exige prática: fazer perguntas cujas respostas genuinamente desconhecemos e, mais importante, prestar atenção sincera às respostas.
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