15 de fevereiro de 2025 às 16:09
Empresas de tecnologia como Meta e Amazon estão deixando claro: ou os funcionários seguem as decisões, ou saem
O conceito de "disagree and commit" (como "discordar e se comprometer", em português) agora tem um tom mais rígido
O alerta veio de Andrew Bosworth, diretor de tecnologia da Meta, que afirmou que quem discordar das políticas da empresa deve aceitar e seguir em frente — ou procurar outro emprego.
A abordagem reflete a impaciência crescente no Vale do Silício, onde as grandes empresas de tecnologia estão cada vez menos dispostas a lidar com discordâncias internas
Nos últimos anos, Meta, Amazon e Google fizeram grandes demissões, reorganizaram equipes e mudaram suas estratégias para cortar custos e ganhar eficiência
A ideia não é nova. Popularizada por Jeff Bezos na Amazon, a filosofia buscava evitar burocracia, permitindo que decisões fossem tomadas rapidamente, mesmo sem consenso
Sua origem remonta aos anos 1980, quando Andy Grove, então presidente da Intel, defendia que equipes deveriam debater ferozmente, mas, uma vez tomada a decisão, todos deviam segui-la sem resistência
Agora, a política está sendo aplicada de forma mais rígida. Em um evento interno, Andy Jassy, presidente da Amazon, afirmou que funcionários que não se comprometem provavelmente não se encaixarão na empresa
Na Meta, Bosworth reforçou a mesma visão: "Se você não concorda, pode sair ou discordar e se comprometer."
Para especialistas, o modelo pode ser positivo se aplicado corretamente, permitindo que líderes confiem nas perspectivas de quem está mais próximo do problema. Mas críticos alertam que essa nova abordagem pode sufocar vozes internas e reduzir a diversidade de pensamento