ESG

"Não fazemos pirotecnia": Marina Silva justifica cautela na criação de órgãos ambientais

Lia Rizzo

25 de fevereiro de 2025 às 15:20

Leandro Fonseca/Exame

Marina Silva discursou nesta manhã, em Brasília, na abertura do evento "Adaptação como prioridade para a COP30", promovido pelo Instituto Talanoa.

A ministra do Meio Ambiente focou em destacar o panorama das iniciativas governamentais em curso para enfrentar a emergência climática, enfatizando sobretudo a necessidade de equilibrar medidas de mitigação, adaptação e transformação ecológica.

Leandro Fonseca/Exame

A fala teve tom de prestação de contas, destacando os dados de combate ao desmatamento em diversos biomas brasileiros - como Marina já vem fazendo desde a COP29, no ano passado, em Baku.

Em paralelo, a parlamentar reconheceu que o momento atual exige não apenas celebrar conquistas, mas acelerar a implementação de políticas públicas baseadas em evidências científicas.

Leandro Fonseca/Exame

A ministra detalhou ainda os elementos centrais da estratégia ambiental brasileira, incluindo o programa de adaptação às mudanças climáticas. "Temos um plano de transformação ecológica de concreto", ressaltou.

"Se tivéssemos feito o dever de casa no tempo adequado, hoje não estaríamos tão preocupados com adaptação, mas sim celebrando nossas conquistas", completou, evidenciando que a atual urgência de medidas adaptativas é resultado direto da inação global.

Leandro Fonseca/Exame

Sobre a COP30, a ministra defendeu uma Conferência "sóbria", considerando o "contexto de emergência climática, sofrimento e dor, especialmente em um dos ecossistemas mais frágeis do planeta", afirmou.

Ao longo de seu discurso, Marina enfatizou a necessidade de novas estruturas institucionais para lidar com a emergência climática.

Leandro Fonseca/Exame

"Não fazemos pirotecnia para apresentar qualquer coisa que depois não fique de pé", justificou, destacando a importância de estabelecer políticas públicas baseadas em "evidências, bom senso e ética".

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