8 de agosto de 2025 às 13:00
O aumento no consumo global de eletricidade, impulsionado pelo crescimento das indústrias, data centers, eletrificação de transportes e eletrodomésticos, está levando a uma preocupação crescente sobre as consequências de um uso desenfreado de energia.
E se o mundo inteiro acendesse as luzes ao mesmo tempo? Essa hipótese levantaria desafios imediatos para o sistema de distribuição de eletricidade, com risco de sobrecarregar a rede e até provocar apagões.
A resposta de diferentes usinas à demanda também variaria: usinas a carvão e nucleares têm uma resposta lenta e poderiam não conseguir ajustar a produção rapidamente, enquanto usinas a gás natural responderiam de forma mais ágil.
Além disso, as fontes renováveis, como solar e eólica, possuem uma produção imprevisível, o que também dificulta o controle da demanda.
No entanto, dois fatores ajudariam a mitigar esse impacto. Primeiro, a falta de uma rede elétrica global unificada significa que nem todos os países estariam interconectados, o que limitaria os efeitos de um possível apagão global.
Segundo, a adoção crescente de lâmpadas LED, que consomem menos energia, reduziria o impacto geral na demanda.
Além da sobrecarga no sistema elétrico, há o impacto ambiental. O aumento da iluminação artificial geraria um fenômeno conhecido como poluição luminosa, que afetaria a observação das estrelas e interferiria nos ciclos naturais de sono dos humanos e animais.
Assim, embora a ideia de todos acenderem suas luzes ao mesmo tempo seja uma hipótese interessante, ela nos lembra da complexidade do nosso consumo energético e dos impactos tanto no sistema elétrico quanto no meio ambiente.