6 de agosto de 2025 às 16:00
Cientistas conduziram recentemente uma análise detalhada sobre os efeitos dos furacões espaciais no clima, fenômenos que se assemelham a grandes auroras, mas com formato de ciclones, próximos aos polos magnéticos da Terra durante o verão.
O estudo examina uma tempestade de plasma registrada em 2014 no Hemisfério Norte. Esse evento ocorreu em um período considerado ideal para a formação de furacões espaciais, quando há um transporte eficiente de energia do vento solar para o ambiente espacial.
Com base em dados geomagnéticos coletados em estações da Groenlândia, os pesquisadores indicam que essas tempestades de plasma podem gerar instabilidades pequenas o suficiente para interferir nos sinais de satélites, como os de GPS.
O termo "furacão espacial" foi utilizado para descrever a primeira observação do fenômeno em 20 de agosto de 2014. O evento apresentou uma mancha auroral de mais de 1.000 km de diâmetro, com rotação no sentido anti-horário.
Este fenômeno é raro, ocorrendo com uma média de cerca de 10 eventos por ano, tanto no Hemisfério Norte quanto no Sul, com maior frequência durante o dia, o que dificulta sua observação a olho nu.
Pesquisas anteriores indicam que furacões espaciais podem surgir em ambos os hemisférios, com um impacto mais significativo em latitudes magnéticas acima de 80°. Embora comuns durante períodos calmos, eles podem ainda assim gerar efeitos climáticos espaciais consideráveis.