Tecnologia

Samsung pagará US$ 15,7 mi a homem que não criou o Bluetooth

Apesar de admitir à côrte não ter participado do processo de definição da tecnologia, representante da Rembrandt possui patente relacionada ao padrão 2.0


	Smartphone da Samsung: empresa não comentou o caso
 (Divulgação / Samsung)

Smartphone da Samsung: empresa não comentou o caso (Divulgação / Samsung)

Lucas Agrela

Lucas Agrela

Publicado em 20 de fevereiro de 2015 às 11h28.

São Paulo - A Samsung foi condenada, nesta semana, a pagar uma indenização de 15,7 milhões de dólares ao dono da patente relacionada ao padrão Bluetooth 2.0.

Entretanto, Gordon Bremer, representante da Rembrandt, chegou a admitir na côrte não ter participado do processo de definição de especificações e que só se informou efetivamente sobre o protocolo depois de dois anos de seu lançamento no mercado, em 2007.

Segundo do CNBC, Bremer, processou a Samsung por duas patentes (de números 8,023,580 e 8,457,228) de tecnologias parecidas com as que são encontradas nos modens para se comunicarem entre si rapidamente.

Além da soma recebida, a Rembrandt receberá os direitos de uso das suas tecnologias a cada dispositivo pela Samsung.

O padrão Bluetooth 2.0 foi definido pelo Bluetooth Special Interest Group. O primeiro padrão Bluetooth foi inventado pela Ericsson em 1994.

Bremer está no negócio de acumular patentes para sua empresa, a Rembrandt, uma prática conhecida nos Estados Unidos como patent troll (o caso foi julgado no Texas).

A ideia é que companhias comprem patentes de tecnologias, apesar de não produzi-las nem inventá-las, para depois cobrar licenças de uso das fabricantes.

Em nove anos de trabalho, Bremer chegou a conseguir 670 mil dólares dessa forma e admitiu, durante o julgamento, que fica com 2,5% do que obtém nos acordos.

A Samsung não comentou o caso.

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