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Meta faz lobby para impedir julgamento que pode levar empresa a perder WhatsApp e Instagram

Assessores de Donald Trump relataram frustração com a estratégia de lobby da Meta por considerá-la agressiva

Mark Zuckerberg esteve em sua terceira visita a Casa Branca desde que Trump foi reeleito (Brendan SmiaiowskiI/AFP/Getty Images)

Mark Zuckerberg esteve em sua terceira visita a Casa Branca desde que Trump foi reeleito (Brendan SmiaiowskiI/AFP/Getty Images)

Ramana Rech
Ramana Rech

Redatora

Publicado em 3 de abril de 2025 às 16h00.

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A Meta tem feito forte lobby no governo dos Estados Unidos de Donald Trump para impedir que a companhia enfrente julgamento por práticas antitrustes ainda neste mês, diz o Wall Street Journal. Porém, a estratégia tem frustrado alguns assessores de Trump que veem o lobby como agressivo.

O julgamento na Comissão Federal de Comércio (FTC) de 14 de abril pode forçar a Meta a abrir mão do WhatsApp e do Instagram.

O CEO da Meta, Mark Zuckerberg, esteve na quarta, 2, em sua terceira visita à Casa Branca desde que Trump assumiu a presidência. "Nos reunimos regularmente com formuladores de políticas para discutir questões que impactam a competitividade, a segurança nacional e o crescimento econômico", disse o porta-voz da Meta Andy Stone.

Por enquanto, a administração de Trump ainda não decidiu se irá prosseguir com a acusação de que a Meta comprou o WhatsApp e o Instagram para eliminar a competição. A companhia argumenta que compete com diversos outros serviços como YouTube e X (antigo Twitter) e que as aquisições foram aprovadas pelo FTC há mais de uma década.

O presidente dos EUA tem poder de indicar os membros do FTC, mas tradicionalmente a comissão é considerada uma agência independente que não fica sob o controle do chefe de Estado. Trump, porém, tem atuado de outra forma e demitiu comissários do partido Democrata.

Além do lobby, a empresa tem tentado impedir o julgamento se aproximando de Trump de outras formas. A Meta, em janeiro, acabou com moderação e checagem de conteúdo e encerrou suas políticas de diversidade e inclusão, medidas que vão na direção ideológica de Trump.

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