Tecnologia

Google, Microsoft e Mozilla querem acelerar a internet

Projeto WebAssembly permitirá que códigos em outras linguagens sejam compilados para a web


	Sistema é uma evolução dos métodos criados para acelerar o carregamento de códigos em JS
 (sxc.hu)

Sistema é uma evolução dos métodos criados para acelerar o carregamento de códigos em JS (sxc.hu)

DR

Da Redação

Publicado em 18 de junho de 2015 às 17h36.

São Paulo - Em anúncios simultâneos, engenheiros do Google, da Microsoft, da Mozilla e da engine de browsers Webkit revelaram um novo projeto open source feito em conjunto.

O WebAssembly (ou wasm) servirá como um novo formato binário para compilar aplicações para a web, permitindo basicamente que programadores executem programas de linguagens diferentes (por enquanto apenas C e C++) dentro da engine JavaScript dos browsers.

De certa forma, o sistema é uma evolução dos métodos criados para acelerar o carregamento de códigos em JS, como o já conhecido asm.js da Mozilla.

Mas diferente dos métodos atuais, o wasm não faz com que os navegadores lidem direto com o código e “interpretem uma linguagem baseada em texto, que foi feita para humanos”, como explica o Ars Technica.

Em termos de funcionamento, ele na verdade se aproxima mais do .NET. O sistema usa o código-fonte da aplicação para criar um bytecode, uma instrução que pode ser interpretada mais rapidamente pela máquina virtual, o browser.

Em testes, a representação intermediária gerada pelo wasm – que quer servir como um “alvo” único para compilação na web – foi até 20 vezes mais rápida para ser interpretada do que uma equivalente em asm.js.

A ideia dos engenheiros da Mozilla, do Chromium, do Edge e do Webkit (em que roda o Safari, da Apple) é transformar o WebAssembly em um padrão, mas sem necessariamente acabar com o JavaScript.

“O novo formato foi feito para complementar, e não substituir o JS”, diz o FAQ na página do projeto no GitHub.

“Enquanto o wasm permitirá, com o tempo, que muitas linguagens sejam compiladas para a web, o JS uma quantidade incrível de ímpeto e continuará como a única linguagem dinâmica para a web.”

Como ainda não virou um padrão adotado pela web, o WebAssembly conta com um polyfill (quase um add-on), um script que o converte para o asm.js – um subset do JavaScript, que é bem suportado pelas últimas versões dos browsers mais populares.

Obviamente há uma perda de desempenho, mas isso ao menos facilita a transição enquanto os navegadores com suporte ao novo padrão – versões atualizadas do Chrome, do Edge, do Firefox e do Safari, entre outros programas do gênero – não se popularizam.

O desenvolvedor Luke Wagner, da Mozilla, explicou em seu blog que o desenvolvimento do formato binário ainda está bem no começo, algo reforçado por Brendan Eich, o idealizador do JavaScript.

Mesmo assim, já dá para conferir alguns protótipos e documentações nas páginas do sistema na W3C e no GitHub. E se quiser saber mais sobre o projeto, a página de perguntas frequentes (em inglês) está aqui.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas americanasEmpresas de internetempresas-de-tecnologiaGoogleINFOInternetMicrosoftProjetosTecnologia da informação

Mais de Tecnologia

Amazon testa ferramenta que usa IA para permitir compras em lojas de terceiros dentro de seu app

Amazon lança ferramenta no Kindle que ajuda leitores a relembrar de livros anteriores de séries

Exclusivo: Apple avalia expandir montagem de iPhones no Brasil para driblar tarifas de Trump

Microsoft faz 50 anos nesta sexta-feira; conheça o legado da empresa em 50 criações