Tecnologia

Corte europeia julga “direito de ser esquecido” no Google

Em 2014, uma decisão da justiça francesa obrigou a companhia excluir links e informações pessoais mediante solicitação dos usuários

Google: Desde 2016, o Google já aplica o direito de ser esquecido em toda a UE (Gabby Jones/Bloomberg)

Google: Desde 2016, o Google já aplica o direito de ser esquecido em toda a UE (Gabby Jones/Bloomberg)

DR

Da Redação

Publicado em 24 de setembro de 2019 às 06h22.

Última atualização em 24 de setembro de 2019 às 07h12.

São Paulo — Em meio a uma batalha entre a gigante da tecnologia Google e órgãos reguladores de proteção de dados da França, nesta terça-feira 24 o Tribunal Superior da União Europeia (UE) deverá deliberar se a empresa controlada pela Alphabet deverá expandir globalmente o chamado direito de ser esquecido, mecanismo que obriga a plataforma a excluir links e informações pessoais caso o usuário solicite.

Desde 2016, o Google já aplica o direito de ser esquecido em toda a UE. Por lá, usuários que não querem que links ou informações desatualizadas sobre si apareçam no sistema de busca da plataforma podem pedir a exclusão do conteúdo ao Google. O direito de ser esquecido data de 2014 e foi obtido após reguladores de dados da França vencerem uma batalha na justiça. Desde então, a companhia já atendeu a milhares de solicitações para a remoção de links. 

O mecanismo aprovado em 2014, no entanto, não estabeleceu como, quando nem onde o Google deve excluir os links, o que fez a empresa aceitar moderar os links apenas na Europa. O que o Tribunal vai julgar hoje é se a companhia norte-americana terá que aplicar o direito de ser esquecido em todo o mundo.

Se por um lado os apoiadores da medida argumentam que ninguém é obrigado a ter informações pessoais disponíveis na internet, por outro, o Google alega que globalizar o mecanismo do esquecimento pode trazer inúmeros problemas relacionados ao direito a liberdade de expressão e de informação. Pedidos polêmicos feitos por usuários europeus, como a exclusão de informações sobre condenações criminais passadas, são usados como munição pelo Google para ir contra os órgãos de regulação franceses. 

Acompanhe tudo sobre:Exame HojeGooglePrivacidadeUnião Europeia

Mais de Tecnologia

X dá início a plano de vender nomes de usuários inativos como nova fonte de receita

Amazon testa ferramenta que usa IA para permitir compras em lojas de terceiros dentro de seu app

Amazon lança ferramenta no Kindle que ajuda leitores a relembrar de livros anteriores de séries

Exclusivo: Apple avalia expandir montagem de iPhones no Brasil para driblar tarifas de Trump