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China faz campanha contra forças hostis na internet

Pequim - O Governo chinês aumentará o controle da "informação nociva" na internet que provém de "forças hostis" estrangeiras, indicou hoje a imprensa oficial. O diretor do escritório de informação do conselho de Estado (Executivo chinês), Wang Chen, advertiu a intensificação do acompanhamento das páginas estrangeiras "que querem infiltrar-se (na China) por meio da internet". […]

EXAME.com (EXAME.com)

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Da Redação

Publicado em 3 de maio de 2010 às 08h28.

Pequim - O Governo chinês aumentará o controle da "informação nociva" na internet que provém de "forças hostis" estrangeiras, indicou hoje a imprensa oficial.

O diretor do escritório de informação do conselho de Estado (Executivo chinês), Wang Chen, advertiu a intensificação do acompanhamento das páginas estrangeiras "que querem infiltrar-se (na China) por meio da internet".

"Aumentaremos o bloqueio de informação nociva de fora da China para prevenir a disseminação e resistir à penetração de forças hostis estrangeiras", declarou.

O responsável chinês não detalhou como será a atuação, se limitou apenas a revelar que as penas pelos crimes pela internet serão maiores.

Pequim sempre defendeu que sua política de gestão cibernética quer prevenir os conteúdos "inapropriados", destacando a pornografia, a violência, as apostas e a fraude.

Neste sentido, Wang lembrou 5.510 suspeitos foram detidos em 2009.

O gigante asiático é o país com maior número de internautas do mundo, 404 milhões.

Apesar disso, é a nação onde os conteúdos na rede são mais censurados.

Milhares de páginas estão bloqueadas na China, entre estas Twitter, Facebook e YouTube, assim como as de conhecidas ONGs dedicadas aos direitos humanos como Anistia Internacional (AI) e Repórteres Sem Fronteiras (RSF).

Além disso, inúmeros locais com implicações políticas sensíveis para a China como o Tibete e Taiwan também não são acessíveis a partir de computadores desse país.

O Governo chinês manteve no começo do ano uma polêmica com a multinacional americana Google, com relação à censura aplicada nas buscas, o que levou ao fechamento da versão em mandarim do maior buscador do mundo.

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