Rua em Xangai: o tradicionalismo não esconde a avidez do consumidor chinês (Feng Li/Getty Images)
Da Redação
Publicado em 16 de março de 2011 às 18h17.
Em seu admirado livro sobre a China, escrito há pouco menos de 100 anos, o intelectual inglês Bertrand Russell traçou num dos capítulos o perfil do caráter chinês. Mistura de filósofo, matemático e historiador, Russell, que morou na China, questionou o mito da “sutileza inescrutável chinesa”, mas sublinhou uma característica que particularmente o impressionou. “Os chineses, ao contrário dos ocidentais, pensam não em décadas, mas em séculos”, afirmou.