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Voepass entra na Justiça com pedido de tutela para uma reestruturação financeira

Caso não chegue a um acordo com credores, empresa poderá entrar com pedido de recuperação judicial

Se for aceita pela Justiça, a tutela preparatória permite a suspensão temporária das cobranças de credores (Leandro Fonseca/Exame)

Se for aceita pela Justiça, a tutela preparatória permite a suspensão temporária das cobranças de credores (Leandro Fonseca/Exame)

Da Redação
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Redação Exame

Publicado em 3 de fevereiro de 2025 às 19h56.

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A Voepass solicitou à Justiça uma tutela preparatória para reestruturação financeira, medida que pode suspender temporariamente cobranças de credores e abrir espaço para negociações. O pedido ocorre após a empresa enfrentar dificuldades operacionais e perda de receita desde o acidente com o voo 2283, em agosto de 2023, que resultou na morte de 62 pessoas.

Se aprovada, a tutela permite à Voepass negociar com credores para quitar um terço das dívidas e evitar um pedido formal de recuperação judicial. Caso a renegociação não seja bem-sucedida, o processo poderá ser convertido em recuperação judicial.

O pedido foi protocolado no Fórum de Ribeirão Preto, cidade onde a companhia tem sede. Entre os credores da Voepass está a Latam, parceira comercial que detém uma debênture conversível em participação acionária na empresa.

Histórico de dificuldades

Fundada em 1995, a Voepass opera no segmento regional e já passou por um processo de recuperação judicial entre 2012 e 2017. No momento do acidente, a companhia acumulava uma dívida ativa de R$ 26,1 milhões, sendo a maior parte com o governo de São Paulo, além de R$ 1,2 milhão em débitos trabalhistas.

Em nota, a Voepass afirmou que a tutela não interfere nos processos indenizatórios ligados ao acidente, pois os pagamentos estão sob responsabilidade da seguradora. A empresa reforçou que seus voos seguem em operação normal.

O acidente ocorreu no momento em que a Voepass expandia sua malha aérea e fortalecia sua parceria com a Latam. O pedido de tutela foi assessorado pelos escritórios Daniel Carnio Advogados, Mubarak Advogados Associados e pela consultoria financeira EXM Partners.

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