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Usiminas anuncia parada de altos-fornos por coronavírus

Conforme antecipou a reportagem da EXAME, as siderúrgicas vinham estudando medidas drásticas para enfrentar a crise atual

Usina de Ipatinga: altos-fornos serão "abafados" (Usiminas/Divulgação)

Usina de Ipatinga: altos-fornos serão "abafados" (Usiminas/Divulgação)

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Juliana Estigarribia

Publicado em 2 de abril de 2020 às 19h13.

Última atualização em 3 de abril de 2020 às 08h33.

A Usiminas anunciou nesta quinta-feira, 2, medidas para mitigar os efeitos do novo coronavírus. Segundo fato relevante, a siderúrgica vai paralisar temporariamente as operações dos altos-fornos 1 e 2 de Ipatinga, Minas Gerais, e as atividades da aciaria 1. Em Cubatão, na Baixada Santista, a produção de laminados também será suspensa.

Conforme antecipado pela reportagem da EXAME no último dia 24, as siderúrgicas vinham estudando medidas drásticas para enfrentar a crise atual, o que incluía a paralisação de fornos. Diante da queda da demanda e a paralisação de inúmeras indústrias no país, a falta de pedidos se tornou uma realidade para todo o setor.

Entre as medidas adotadas a partir do mês de abril pela Usiminas em Ipatinga estão a paralisação temporária das operações dos altos-fornos 1 e 2 e das atividades de uma das aciarias. O alto-forno 3 (maior deles), a aciaria 2, as laminações e as galvanizações terão suas atividades mantidas.

Em decorrência das novas medidas, a empresa informou que irá utilizar bancos de horas, readequação de efetivo de terceirizadas, alteração na tabela de turno, bem como a extensão de home office e concessão de férias coletivas. Já na usina de Cubatão, a produção será suspensa com a antecipação de férias por 30 dias.

"A Usiminas reitera que as medidas têm caráter temporário e o objetivo de ajustar sua produção à atual demanda de mercado", diz a empresa em nota. A siderúrgica destacou, porém, que continua recebendo pedidos que venham a ser feitos durante esse período e que "está preparada para retomar, com agilidade, o ritmo de produção de acordo com a demanda futura."

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