Negócios

Poder na Latam será dividido, diz executivo da TAM

O acordo anunciado na sexta-feira prevê uma fusão da TAM com a LAN, com troca de ações entre as companhias

EXAME.com (EXAME.com)

EXAME.com (EXAME.com)

DR

Da Redação

Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h47.

São Paulo - A nova companhia resultante da união entre a TAM e a LAN, a Latam, será controlada em igualdade de condições pelas famílias Amaro, da companhia brasileira, e Cueto, da empresa chilena, segundo Marco Antonio Bologna, presidente da holding que reúne os investimentos do grupo TAM. Bologna apresenta esse argumento para rebater a afirmação de que a TAM teria sido comprada pela LAN.

A discussão tem como pano de fundo os limites da legislação brasileira. Hoje, investidores estrangeiros só podem ser donos de, no máximo, 20% das ações com direito a voto de uma companhia aérea.

Um projeto de lei que tramita no Congresso prevê um aumento da participação dos estrangeiros para até 49% do capital votante. O acordo anunciado na sexta-feira prevê uma fusão da TAM com a LAN, com troca de ações entre as companhias. O limite legal brasileiro não seria ultrapassado nas operações da TAM no Brasil. Mas a companhia passaria a fazer parte de uma holding, a Latam, sediada no Chile.

Quando for concluída a fusão, os atuais acionistas da LAN - incluindo a família Cueto e os minoritários - terão 70,67% do capital total da Latam. Já os acionistas da TAM - incluindo os Amaro e os minoritários - terão 29,33% do capital total da Latam.

Esses números sustentam a tese de que os chilenos seriam majoritários na nova empresa. Bologna argumenta, porém, que a distribuição de poderes no bloco de acionistas que vai controlar a Latam será diferente da composição acionária geral da companhia.

Os Cueto devem ter cerca de 24% do capital total da Latam, enquanto os Amaro terão aproximadamente 14%. Eles se unirão no bloco de controle, que tem poder para nomear os gestores e definir as diretrizes da empresa. Cada família terá direito a indicar dois representantes para o conselho de administração.

Outros cinco membros do conselho serão nomeados em assembleia geral de acionistas. A lei chilena prevê que grupos com mais de 10% de ações indiquem representantes para o conselho. O resultado, segundo Bologna, é que as duas famílias dividirão o poder. Uma cláusula do acordo prevê que as principais decisões sejam tomadas por consenso entre os Amaro e os Cueto. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Leia mais notícias sobre Aviação

Siga as notícias de Negócios no Twitter
 

Acompanhe tudo sobre:EmpresasSetor de transporteAviaçãocompanhias-aereasFusões e AquisiçõesLatam

Mais de Negócios

Milhares de pacotes com camarão são recolhidos de supermercados nos EUA por risco de contaminação

Últimos dias para se inscrever no Prêmio Melhores dos Negócios Internacionais 2025

Startups estão fracassando por excesso de investimento, mostra pesquisa de Harvard

CEO da Nvidia chega a fortuna de US$ 142 bilhões e ameaça posição de Warren Buffett