Negócios

Petroleiros fazem greve de 24 horas em 39 plataformas

Na noite de quarta-feira, a categoria afirmava que a greve atingiria 33 plataformas


	Um representante da Petrobras disse que não havia interrupção na produção de petróleo e gás na Bacia de Campos, mais importante em volume bombeado no país
 (Rich Press/Bloomberg)

Um representante da Petrobras disse que não havia interrupção na produção de petróleo e gás na Bacia de Campos, mais importante em volume bombeado no país (Rich Press/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 25 de julho de 2013 às 11h28.

São Paulo - Trabalhadores do setor de petróleo começaram uma greve de 24 horas no início desta quinta-feira em 39 plataformas para protestar contra uma redução de compensações de horas extras pela Petrobras, disseram sindicatos.

Na noite da véspera, a categoria afirmava que a greve atingiria 33 plataformas.

Um representante da Petrobras disse que não havia interrupção na produção de petróleo e gás na Bacia de Campos, a mais importante em volume bombeado no país.

O Sindicato dos Petroleiros do Norte Fluminense, que representa os trabalhadores da Bacia de Campos, disse em sua página na internet que a greve, que começou pouco antes da 3 horas da manhã, chegou a interromper a produção das plataformas P-07 e P-15.

O sindicato disse que as duas unidades foram desativadas pela gerência. Juntas, as duas plataformas produzem em média 12.300 barris de petróleo por dia, segundo a entidade. As outras 37 plataformas em Campos estariam produzindo, apesar da greve.

Os trabalhadores geralmente mantêm uma equipe mínima para garantir a segurança das operações.

A categoria protesta contra decisão da Petrobras de suspender o pagamento adicional por horas extras no repouso, segundo o sindicato.

"Os trabalhadores embarcados e recebiam como se estivessem em terra. Esse cálculo por mais de 10 anos estava sendo feito errado", disse o diretor da Federação Única dos Petroleiros, Francisco José de Oliveira, explicando que a empresa deixou de pagar uma correção desta diferença.

A Petrobras afirmou que está aberta para o diálogo com os sindicatos mas não informou se havia negociações ativas sobre a compensação de horas extras.

Em greves similares, de duração curta, no passado, a Petrobras conseguiu manter a produção em suas plataformas.

Em maio, a Bacia de Campos produziu 82 por cento da produção total do Brasil, de 1,99 milhão de barris de petróleo por dia e 37 por cento da produção nacional de gás natural, de 74,9 milhões de metros cúbicos por dia.

Cerca de 90 por cento da produção brasileira é realizada pela Petrobras.

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