Negócios

Petrobras quer royalties resolvidos em prol de novos leilões

Projeto que aumenta royalties para Estados e municípios não produtores foi alvo de protestos no Rio de Janeiro


	Graça Foster, presidente da Petrobras, afirmou que o impasse deve ser resolvido trazendo o menor desentendimento possível
 (Nacho Doce/Reuters)

Graça Foster, presidente da Petrobras, afirmou que o impasse deve ser resolvido trazendo o menor desentendimento possível (Nacho Doce/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 26 de novembro de 2012 às 16h23.

SÃO PAULO - A Petrobras quer a resolução do impasse sobre a divisão de royalties do petróleo para garantir leilões de novas áreas de concessão e o andamento de projetos no pré-sal, disse a presidente da empresa nesta segunda-feira.

"Que seja resolvido da forma que traga menor desentendimento possível e que haja o máximo de aceitação", disse Maria das Graças Foster, referindo-se à polêmica gerada pela recente aprovação no Congresso de um projeto que aumenta os royalties para Estados e municípios não produtores e reduz a fatia dos produtores.

A presidente Dilma Rousseff tem até o dia 30 de novembro para sancionar o projeto de lei, ou vetar, o projeto que modifica a partilha dos royalties.

Protestos estão ocorrendo na tarde desta segunda-feira no Rio de Janeiro, um dos Estados mais prejudicados pelo novo rateio de recursos.

"Nós pagamos (os royalties) e para nós, do ponto de vista econômico, não faz diferença um modelo ou outro modelo", disse Graça Foster, como a executiva da Petrobras prefere ser chamada, durante evento em São Paulo.


Ela disse que quer ver a equação resolvida da maneira mais rápida possível, evitando eventuais questionamentos judiciais no futuro.

As licitações de novas áreas para exploração de petróleo, o que não ocorre desde 2008, provavelmente só devem sair após a definição sobre a partilha pelos Estados.

"Nós precisamos que hajam as licitações. É um grande patrimônio esse momento em que você tem uma certa frequência nas licitações e que você pode ter o enriquecimento do portfólio de projetos para o futuro." Por outro lado, apesar do impasse sobre os royalties, Graça Foster disse que a Petrobras não trabalha com alteração nas datas divulgadas para os leilões, em maio e novembro de 2013.

Para novembro do ano que vem, está previsto o primeiro leilão de áreas do pré-sal, o que desperta interesse de investidores globais.

IMPORTÂNCIA DO PRÉ-SAL "Precisamos dos novos leilões (nas bacias do pré-sal) porque um dos grandes bens, grande valor, de uma companhia de petróleo é o seu portfólio. É o seu 'novo'. É o que ela vai investir nos próximos anos", disse Graça Foster, em sua palestra.


Como exemplo da importância do pré-sal, ela citou a produção recorde de 223,7 mil barris em 26 de setembro.

Naquele mês, no qual a estatal teve o pior nível de produção desde 2008 no Brasil , as novas áreas do pré-sal contribuíram com 10 por cento da extração total da empresa, evitando um resultado ainda pior.

"Nós tivemos resultados espetaculares no que se refere aos jovens campos do pré-sal." Para 2020, a presidente projeta que 47 por cento do petróleo extraído pela Petrobras virá de campos do pré-sal.

Por volta das 16h41, as ações da Petrobras operavam em queda de quase 1 por cento, enquanto o Ibovespa caía 1,1 por cento.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas abertasEmpresas brasileirasEstatais brasileirasEmpresas estataisPetrobrasCapitalização da PetrobrasPetróleoGás e combustíveisIndústria do petróleoPré-salRoyalties

Mais de Negócios

Venda da fatia da revista The Economist mobiliza ultrarricos

Como esta empresa de refeições corporativas dobrou receitas em 12 meses

Como uma marca de chocolate saiu do anonimato e passou a valer US$ 230 milhões

Começou sem capital e manteve a equipe intacta — hoje lidera uma gigante de US$ 17 bi