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Petrobras pode continuar afetando déficit da balança

A importação de petróleo e derivados contribuiu para o pior déficit mensal em 20 anos


	Petrobras: estoques de importações da estatal podem fazer com que também haja déficit comercial em fevereiro e março
 (Divulgação/Petrobras)

Petrobras: estoques de importações da estatal podem fazer com que também haja déficit comercial em fevereiro e março (Divulgação/Petrobras)

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Da Redação

Publicado em 1 de fevereiro de 2013 às 16h36.

Brasília - O aumento das importações em janeiro reflete o registro pela Petrobras de operações feitas em 2012. O esclarecimento foi feito nesta sexta-feira pela secretária de Comércio Exterior do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Tatiana Prazeres, ao comentar os dados da balança comercial em janeiro, que teve o pior déficit mensal em 20 anos. Segundo ela, houve a "averbação" de US$ 1,6 bilhão de petróleo e derivados importados no ano passado.

A secretária relatou ainda que há um volume considerável de importação, de US$ 2,9 bilhões, que será registrado em fevereiro e em março, concluindo o estoque gerado no ano passado em função de uma Instrução Normativa publicada pela Receita Federal em julho de 2012. Com a mudança, a estatal ganhou 50 dias, depois de tirar o produto do navio, para registrar as operações no Siscomex. "Uma vez diluído o estoque, as operações entram no fluxo regular", disse a secretária.

Tatiana afirmou que, por conta desses estoques de importações, "é possível" que ainda haja déficit comercial em fevereiro e março de 2013. "A nossa expectativa é de saldo positivo em 2013, apesar do déficit em janeiro e do estoque a ser averbado pela Petrobras em fevereiro e março. Devemos esperar saldos positivos a partir de março", disse.

A secretária afirmou ainda o ministério trabalha para manter os patamares elevados do comércio exterior nos últimos dois anos sem, contudo, fixar um número como meta para as exportações.

De acordo com a executiva, mesmo excluindo o registro das importações de petróleo e derivados da Petrobras em 2012, as compras internacionais ainda seriam recordes. Excluídas essas operações, o aumento seria de 5,5% em relação a janeiro de 2012.

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