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Minoritário da ex-OGX acha acordo com credores injusto

Segundo Varun Gosain, detentores minoritários de títulos da petrolífera estão sendo maltratados


	Funcionário da OGX: petroleira chegou a um acordo com credores para trocar a dívida por uma participação acionária na companhia
 (Divulgação)

Funcionário da OGX: petroleira chegou a um acordo com credores para trocar a dívida por uma participação acionária na companhia (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 16 de janeiro de 2014 às 17h47.

São Paulo - Um detentor minoritário de títulos da petrolífera do ex-bilionário Eike Batista disse que um acordo com os credores realizado no mês passado é "injusto".

“Os detentores minoritários de títulos estão sendo maltratados”, diz Varun Gosain, sócio da Constellation Capital Management, em entrevista por telefone de Nova York. “O tribunal não deveria aprovar o acordo, as autoridades brasileiras não deveriam deixar isso acontecer, pois se os minoritários estão sendo tratados dessa maneira no país, isso pode denegrir a imagem do Brasil e reduzir o apetite por dívida do País”.

No mês passado, a OGP chegou a um acordo com credores, que incluem os detentores de US$ 3,769 bilhões em bônus, para trocar a dívida por uma participação acionária de 90 por cento na companhia. O acordo inclui uma injeção de no mínimo US$ 200 milhões para manter em operação seu único poço produtor.

Os credores que injetarem caixa novo devem receber 65 por cento da companhia, enquanto os bônus remanescentes serão convertidos em uma participação de 16,3 por cento.

Pacific Investment Management Co. e BlackRock fazem parte de um grupo de majoritários com direitos exclusivos para fornecer a primeira parcela do financiamento necessário, de US$ 118 milhões. Outros detentores de bônus poderão participar de uma segunda etapa do financiamento se quiserem receber mais ações na permuta.

Segundo Christopher Buck, analista do Barclays Plc, os membros do comitê de majoritários representam 55 por cento dos detentores de dívida e vão acabar com 66,7 por cento da companhia, enquanto os demais acabarão com 14,6 por cento.

O acordo pode ser consertado de forma “rápida e fácil”, dando aos minoritários os mesmos direitos dos majoritários, diz Gosain.

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