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Miami Herald vende sede a grupo hoteleiro por US$ 236 milhões

Segundo o acordo, jornal vai continuar no prédio por dois anos até encontrar uma nova sede

A sede do Miami Herald foi comparada por um grupo da Malásia (Robert Sullivan/AFP)

A sede do Miami Herald foi comparada por um grupo da Malásia (Robert Sullivan/AFP)

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Da Redação

Publicado em 27 de maio de 2011 às 17h49.

Miami - A sede e o terreno do Miami Herald e do Nuevo Herald, no centro de Miami, foram vendidos por 236 milhões de dólares a um grupo hoteleiro e de entretenimento da Malásia, anunciou nesta sexta-feira a companhia americana McClatchy, dona das publicações.

O acordo estabelece que os dois jornais continuarão funcionando no edifício em frente à Bahia Biscayne por dois anos, sem pagar aluguel, enquanto decidem onde instalarão sua nova sede.

Gary Pruitt, presidente da McClarchy, afirmou que a venda não afetará as operações do Miami Herald e do Nuevo Herald.

"Localizar as operações de um jornal na bahia pôde ter feito sentido no passado, mas não é a solução mais adequada neste momento", considerou.

Na sede e nos 5,5 hectares de terreno, o grupo Genting Malasya Berhad planeja desenvolver um centro turístico que incluirá a construção de um hotel, residências e áreas de entretenimento no centro de Miami, um setor em pleno desenvolvimento.

O grupo investidor malásio conta com um grande número de hotéis e cassinos ao redor do mundo, é dono de 50% da linha de cruzeiros Norwegian Cruise Lines, que opera no porto de Miami, e integra a sociedade proprietária de um novo parque de atrações construído pela Universal Studios em Singapura.

McClatchy informou que do dinheiro que obteve com a venda do edifício do Miami Herald utilizará 163 milhões para pagamentos de compromissos com o fundo de pensão da companhia e 65 milhões para amortizar sua dívida.

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