Negócios

Marfrig quer conquistar, agora, a Ásia e o Oriente Médio

O segundo maior frigorífico do Brasil tem planos de expandir e consolidar os negócios, também, do outro lado do mundo


	Marfrig quer expandir seus negócios na China e Oriente Médio 
 (Divulgação/Marfrig)

Marfrig quer expandir seus negócios na China e Oriente Médio  (Divulgação/Marfrig)

DR

Da Redação

Publicado em 22 de outubro de 2013 às 08h50.

São Paulo – Após desmentir rumores de vendas de ativos, o grupo Marfrig anunciou planos e estratégias para 2018. E um deles, agora, é conquistar os orientais.

Responsável por 65% das vendas do grupo, o mercado internacional é essencial para que o frigorífico recupere o fôlego, cresça e alcance bons resultados para os próximos cinco anos. E para que isso seja possível, a Keystone, umas das empresas do grupo, focará no mercado Chinês e do Oriente Médio.

A maior fornecedora de proteína para a rede de fast-food McDonald's, enxerga, no mercado oriental e asiático, um retorno próspero e com grande possibilidade de crescimento.

Para Frank Ravndal, CEO da companhia desde fevereiro, a Indonésia, por exemplo, é um país que tem muito a agregar à empresa de food service, devido à demografia e indústria do país. “A Indonésia é um mercado chave, que nós devemos focar. Até 2030, a população passará de 40 para 280 milhões, fazendo com que os consumidores tripliquem de 45 milhões para 90 milhões”, explicou.

O crescimento acelerado desses países estimula a ideia de expansão geográfica do grupo exatamente pelos possíveis clientes potenciais já que, segundo estimativa do grupo, só o Oriente Médio pode agregar mais de 50 milhões de novos consumidores.

Outro ponto a ser considerado para ampliar e levar as estratégias para o outro lado do mundo, segundo o CEO, é a facilidade oferecida pelo mercado Chinês em relação à exportação e a parceiros em matéria-prima. Dessa forma, de acordo com Ravndal, a empresa focará nos canais de venda e implementarão estruturas regionais para complementar equipes nos locais onde já atuam.

Fast-food

Um dos principais responsáveis pelo faturamento da Keystone, o McDonald’s, atualmente, possui 134 pontos de venda de na Indonésia, com expectativa de crescimento anual de 20%. Já no Oriente Médio, a rede de fast-food conta com 458 lojas, e, de acordo com estimativas, é possível que em 2016 o número suba para 787.

Apenas em 2013, o volume de carne e frango usados pelo McDonald’s cresceu 28%. “Vários operadores de food service no Oriente Médio são clientes potenciais”, diz Ravndal. Fazendo com que o sucesso da rede de fast-food brilhe aos olhos da fornecedora de proteína.

Se as expectativas correrem conforme o planejado, de acorodo com Sérgio Rial, futuro presidente do grupo Marfrig, o frigorífico conseguirá fortalecer o patrimônio e garantir boa reputação frente às concorrentes.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasEmpresas brasileirasAlimentos processadosComércioCarnes e derivadosMarfrigEmpresas americanasAlimentaçãoÁsiaMcDonald'sFranquiasRestaurantesVendasChinaIndonésiaOriente MédioFast foodIndústria

Mais de Negócios

Venda da fatia da revista The Economist mobiliza ultrarricos

Como esta empresa de refeições corporativas dobrou receitas em 12 meses

Como uma marca de chocolate saiu do anonimato e passou a valer US$ 230 milhões

Começou sem capital e manteve a equipe intacta — hoje lidera uma gigante de US$ 17 bi