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Justiça suspende assembleia geral da JBS por 15 dias

A holding, da família Batista, recorreu na quinta-feira contra uma liminar, que havia impedido a participação de Wesley e Joesley Batista na assembleia

A suspensão aconteceu minutos antes do início da assembleia (Paulo Whitaker/Reuters)

A suspensão aconteceu minutos antes do início da assembleia (Paulo Whitaker/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 1 de setembro de 2017 às 11h25.

São Paulo - A Justiça deferiu parcialmente nesta sexta-feira, 1º de setembro, agravo de instrumento da J&F e suspendeu, por 15 dias, a Assembleia-Geral Extraordinária (AGE) da JBS.

A holding, da família Batista, recorreu na quinta-feira contra liminar concedida a pedido do BNDES e Caixa, que havia impedido a participação de Wesley e Joesley Batista na assembleia.

A suspensão aconteceu minutos antes do início da assembleia. Acionistas já estavam e permanecem reunidos na manhã desta sexta-feira na sede da JBS.

A juíza federal que assina a decisão, Gisele de Amaro e Franca, afirma no documento que diante das controvérsias, a decisão na postergação tem como fato o estatuto da empresa contar com a possibilidade de arbitragem, a qual deverá ser a ferramenta utilizada para se estabelecer se há ou não conflito de interesse. A CVM se omitiu em se manifestar sobre o tema, o que levou o BNDES entrar com ação da Justiça.

Na quinta-feira, o braço de participações do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDESPar) e a Caixa Econômica Federal, acionistas da JBS, conseguiram na Justiça Federal de São Paulo liminar para impedir que os controladores da companhia participassem da AGE. Os bancos públicos querem votar pela saída de Wesley Batista do comando da empresa de alimentos.

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