Negócios

Fundo de capital de risco do Santander busca startups da América Latina

Interesse no México e no Brasil acontece porque esses países são os maiores mercados para as chamadas fintechs da América Latina

Santander: fundo de risco ligado ao banco espanhol acabou de adquirir a startup mexicana Klar (Angel Navarrete/Bloomberg)

Santander: fundo de risco ligado ao banco espanhol acabou de adquirir a startup mexicana Klar (Angel Navarrete/Bloomberg)

R

Reuters

Publicado em 27 de setembro de 2019 às 18h32.

Última atualização em 27 de setembro de 2019 às 18h32.

Cidade do México/Madri — Um fundo de capital de risco apoiado pelo banco espanhol Santander está de olho em novas oportunidades na América Latina, disse um executivo nesta sexta-feira (27), dias após concluir um investimento na startup de tecnologia financeira mexicana Klar.

O México e o Brasil são os mercados maiores, mais ativos e de mais rápido crescimento para as chamadas fintechs da América Latina. Os empreendedores locais vêm desenvolvendo tecnologias que variam de pagamentos eletrônicos a poupanças e empréstimos.

Manuel Silva, sócio do Santander InnoVentures, disse em entrevista que o fundo estava buscando mais investimentos em países onde o Santander já estava presente, principalmente no Brasil e no México.

"Continuamos a procurar empresas", disse Silva. "Investimos principalmente em mercados em que o banco está presente, porque esses são os mercados em que podemos agregar mais valor ao banco e também a nós como investidores."

Silva disse que outros mercados de interesse incluem Argentina, Chile, Colômbia e Peru.

A InnoVentures não divulgou quanto investiu na Klar, que oferece alternativas digitais para cartões de crédito e débito. Klar disse no início desta semana que garantiu 57,5 ​​milhões de dólares em financiamento de diferentes investidores, incluindo a InnoVentures.

A iniciativa faz parte dos esforços do Santander para aumentar foco nas economias emergentes, ao mesmo tempo em que reduz custos para combater margens reduzidas em mercados europeus maduros.

Como outros bancos europeus, os bancos espanhóis estão tendo dificuldades para elevar lucro em ambiente de baixas taxas de juros. Eles estão se concentrando cada vez mais em reduzir custos e aumentar os esforços para vender serviços em plataformas digitais.

Como parte da transformação digital, o Santander também disse que investirá mais de 20 bilhões de euros em tecnologia nos próximos quatro anos.

No início de setembro, o Santander disse que aumentará o controle de seus negócios no México de 74,96% para 91,65%, após uma oferta na bolsa de valores, pois busca retornos mais altos na América Latina.

Acompanhe tudo sobre:SantanderAmérica LatinaMéxicoBrasilFintechs

Mais de Negócios

Black Friday: e-commerce fatura R$ 4,76 bi e cresce 11% ante 2024

Exclusivo: Shopee tem Black Friday recorde com maior faturamento no Brasil

Ele começou no ferro-velho do pai. Hoje, oferece crédito sem taxas para PMEs

Venda da fatia da revista The Economist mobiliza ultrarricos