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Ex-CEO da Olympus voltará ao Japão; acionista reduz participação

Michael Woodford voltará ao Japão na próxima semana para se encontrar com policiais e autoridades que investigam o caso

A maior acionista da Olympus, a Nippon Life Insurance, reduziu sua participação, mas continuará como investidora por acreditar que ela é forte em seu negócio principal (Divulgação)

A maior acionista da Olympus, a Nippon Life Insurance, reduziu sua participação, mas continuará como investidora por acreditar que ela é forte em seu negócio principal (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 17 de novembro de 2011 às 08h39.

Tóquio - O ex-presidente-executivo da Olympus Michael Woodford, cujas suspeitas sobre pagamentos a uma empresa de consultoria deu início a um escândalo na fabricante de câmeras e equipamentos médicos, voltará ao Japão na próxima semana para se encontrar com policiais e autoridades que investigam o caso.

"Chegarei na quarta-feira", disse Woodford à Reuters pelo telefone, acrescentanto que espera que as autoridades japonesas garantam a segurança dele no país. Woodford deixou o Japão após ser demitido em outubro.

Ele afirmou que se encontrará com policiais japoneses, procuradores e representantes do órgão regulador do mercado financeiro japonês.

A Olympus está sob investigação após ter admitido que escondeu perdas em investimentos por décadas usando pagamentos ligados a aquisições para ajudar a mascarar os números.

A maior acionista da Olympus, a Nippon Life Insurance, reduziu sua participação na companhia japonesa, mas continuará como investidora por acreditar que a companhia é forte em seu negócio principal e em tecnologia.

A Olympus, que emprega cerca de 40 mil pessoas, é a líder global na produção de endoscópios, e sua tecnologia ótica pode ter diversas aplicações.

A Olympus demitiu o britânico Michael Woodford do cargo de presidente-executivo em 14 de outubro, sob alegação de que ele não entendeu o estilo de gestão da companhia e a cultura japonesa.

Já Woodford, que entrou em 1980 na companhia, disse ter sido demitido por questionar o pagamento de 687 milhões de dólares em serviços de consultoria de fusões e aquisições a duas desconhecidas empresas, que a auxiliaram na aquisição da fabricante britânica de equipamentos médicos Gyrus por 2 bilhões de dólares.

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