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Empresa da Oi na Holanda pode suspender pagamento a credores

Governo da Holanda permitiu que subsidiária da Oi no país suspenda o pagamento aos credores


	Oi: subsidiária alemã faz parte do plano de recuperação judicial no Brasil
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Oi: subsidiária alemã faz parte do plano de recuperação judicial no Brasil (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 4 de outubro de 2016 às 08h50.

Rio de Janeiro - A Corte de Amsterdã permitiu que a Oi Portugal Telecom International Finance B.V. (PTIF), subsidiária da tele brasileira na Holanda, suspenda pagamentos a seus credores, informou a operadora de telefonia em comunicado ao mercado.

O processo de recuperação judicial da Oi no Brasil também envolve a PTIF, que é um dos veículos financeiros da companhia na Holanda.

A suspensão foi concedida na segunda-feira, 3, na Justiça holandesa após pedido protocolado da PTIF. Segundo o comunicado, o processo foi iniciado para compatibilizar na Holanda a recuperação judicial iniciada pela companhia e algumas de suas subsidiárias no Brasil. As empresas do grupo Oi em recuperação judicial também estão com as execuções suspensas por aqui.

Também foi informada a nomeação de J.L.M. Groenewegen, da CMS, em Amsterdã, como administrador para supervisionar o procedimento e os interesses dos credores da PTIF.

A tele argumentou que as companhias na Holanda são um braço financeiro e, na verdade, trabalham para a companhia no Brasil, centro das decisões do grupo. A Oi também conseguiu proteção contra credores nos Estados Unidos e no Reino Unido.

Em agosto, a corte holandesa havia suspendido até 2017 as obrigações da Oi Coop, outro braço da Oi na Holanda. A Justiça holandesa costuma tomar decisões com base no que for melhor para os credores - ou seja, se a falência proporcionar maior potencial de recuperação, poderá ser um caminho.

Em julho, o escritório Grimaldi entrou com pedido de falência da Oi na corte holandesa, representando detentores de ¤ 20 milhões em bônus da Oi Coop e da PTIF. O pedido sucedeu o realizado pelo fundo Syzygy Capital Managements, em junho.

As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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