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Credores da Celpa aprovam plano de recuperação judicial

As três categorias de credores aceitaram neste sábado o plano de recuperação da companhia, cujas dívidas somam R$ 3,4 bilhões


	Rede de energia elétrica da Celpa: uma das condições estabelecidas no plano é que a Eletrobras, acionista da distribuidora, não aportará mais recursos na companhia
 (Divulgação)

Rede de energia elétrica da Celpa: uma das condições estabelecidas no plano é que a Eletrobras, acionista da distribuidora, não aportará mais recursos na companhia (Divulgação)

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Da Redação

Publicado em 1 de setembro de 2012 às 19h26.

São Paulo - Credores da Celpa reunidos em assembleia aprovaram na tarde deste sábado o plano de recuperação judicial da distribuidora. As três categorias de credores - trabalhistas, credores financeiros com garantia real e credores quirografários - aprovaram a proposta, que sofreu algumas alterações em relação àquela inicialmente encaminhada pela distribuidora à Justiça.

Segundo o administrador judicial da Celpa, Mauro Cesar Lisboa dos Santos, as duas primeiras categorias - trabalhistas e credores com garantia real, que são o Banco da Amazônia (BASA) e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), aprovaram o plano por unanimidade. Já na categoria dos quirografários, entre as quais se encontram bancos privados, fornecedores e prestadores de serviço, a aprovação atingiu os 70%. "Houve certa resistência por parte dos bancos oficiais, mas ao final conseguimos a aprovação, o que mostra que a empresa tem solução", disse Santos à Agência Estado.

Segundo o administrador judicial, uma das condições estabelecidas no plano é que a Eletrobras, que é acionista da distribuidora, com 34% de participação, não aportará recurso novo na companhia. A homologação do plano deverá ser feita ainda hoje pela juíza responsável pelo processo, Maria Filomena Buarque.

A Celpa entrou com pedido de recuperação judicial no fim de fevereiro deste ano, tendo em vista a grave situação econômica da companhia, cujas dívidas somam R$ 3,4 bilhões, sem contar impostos, segundo Santos.

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