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Crédito é alvo do Santander para crescer no Brasil

A intenção é avançar sobre a concorrência em segmentos como o financiamento agrícola e repasses do BNDES


	Javier Marín: "a economia não crescerá a pleno potencial, mas as grandes oportunidades continuam existindo e vamos continuar aproveitando", disse
 (Antonio Heredia/Bloomberg)

Javier Marín: "a economia não crescerá a pleno potencial, mas as grandes oportunidades continuam existindo e vamos continuar aproveitando", disse (Antonio Heredia/Bloomberg)

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Da Redação

Publicado em 30 de janeiro de 2014 às 10h18.

Londres - O banco espanhol Santander reconhece que a economia brasileira deve continuar em ritmo abaixo do potencial em 2014. Mesmo assim, a instituição financeira pretende continuar crescendo no País, especialmente no crédito.

A intenção é avançar sobre a concorrência em segmentos com participação tímida do Santander, como o financiamento agrícola e repasses do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

"A economia não crescerá a pleno potencial, mas as grandes oportunidades continuam existindo e vamos continuar aproveitando", disse o presidente mundial do grupo espanhol Santander, Javier Marín, em teleconferência com investidores.

O executivo citou como exemplo o crédito agrícola. "Esse é um setor que responde por quase um terço do Produto Interno Bruto do Brasil e temos participação de mercado entre 2% a 3%. Temos de nos concentrar para crescer", disse.

Aos investidores, enumerou outros segmentos do crédito em que o Santander deve apostar fichas no Brasil em 2014.

"Há magníficas oportunidades nas hipotecas e no crédito para infraestrutura com recursos do BNDES, segmento em que também temos quase 3% do mercado. Em pequenas e médias empresas temos 6% do mercado e também há grandes oportunidades", disse. Marín comentou que a intenção é crescer mais que a concorrência nesses segmentos prioritários.

Durante a teleconferência, Marín foi questionado por analistas sobre o julgamento da correção das cadernetas de poupança decorrente dos planos econômicos das décadas de 1980 e 1990 - tema que está no Supremo Tribunal Federal (STF).

"Acho que não teremos decisão até março. Então, podemos voltar a falar sobre isso na próxima teleconferência", disse. A próxima apresentação de resultados do grupo espanhol acontecerá daqui a três meses.

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