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ChemChina fica perto de se tornar maior acionista da Pirelli

A ChemChina está perto de se tornar a maior acionista individual da Pirelli, em um acordo que vai disparar a venda do controle da companhia italiana


	Pneus da Pirelli: operação pode sair por 7 bilhões de euros
 (Drew Gibson/Getty Images)

Pneus da Pirelli: operação pode sair por 7 bilhões de euros (Drew Gibson/Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 20 de março de 2015 às 16h45.

Milão - A China National Chemical Corp (ChemChina) está perto de se tornar a maior acionista individual da Pirelli, em um acordo que vai disparar a venda do controle da companhia italiana em uma operação de 7 bilhões de euros.

Três fontes com conhecimento do assunto, que marcará o mais recente investimento chinês em grandes companhias italianas, afirmaram que a ChemChina estava discutindo os principais acionistas da Pirelli a compra da holding Camfin.

Essa holding detém 26 por cento da Pirelli e é 50 por cento controlada pela russa Rosneft.

Sem identificar o possível comprador, a Camfin afirmou que estava em negociações com um grupo industrial internacional para vender sua participação na Pirelli a 15 euros por ação, o que avalia o grupo em 7,1 bilhões de euros.

A holding afirmou que a participação será transferida para um veículo controlado por um novo sócio e depois disso uma oferta de aquisição do restante da quinta maior fabricante de pneus do mundo será realizada.

Se a oferta for bem sucedida, a Pirelli será deslistada da bolsa de Milão. A negociação acontece em um momento em que os rivais Michelin e Continental buscam oportunidades de crescimento na Ásia.

Representantes da ChemChina e da Rosneft não comentaram o assunto. Investimentos anteriores de grupos chineses na Itália incluíram a compra de participação na empresa de energia Terna na operadora de redes de gás Snam pela State Grid.

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