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Casino não pensa em dividir Grupo Pão de Açúcar

Jean Charles Naouri, presidente do grupo francês, em entrevista para o Valor Econômico, afirmou que separar a empresa não seria um negócio apropriado

Jean-Charles Naouri e Abilio DIniz: os dois se encontram hoje em Paris (EXAME)

Jean-Charles Naouri e Abilio DIniz: os dois se encontram hoje em Paris (EXAME)

Daniela Barbosa

Daniela Barbosa

Publicado em 10 de outubro de 2013 às 14h46.

São Paulo - Jean Charles Naouri, presidente do Casino, está muito feliz. Em entrevista ao Valor Econômico, desta segunda-feira, o executivo disse que separar a estrutura do Grupo Pão de Açúcar, em alimentar e eletrônicos, não seria um projeto apropriado.

"Abrir mão disso, aceitar perder essa liderança só seria possível se realmente fosse provado que isso atende ao interesse social da empresa. Um dos principais ativos do GPA é a liderança", disse Naouri em entrevista ao Valor.

Segundo o executivo, até agora foram analisadas muitas propostas, mas nenhuma que atende ao interesse social da empresa. "Nossa prioridade é o grupo e seu negócio", afirmou o executivo.

Na última sexta-feira, conforme previsto em acordo, o Casino assumiu o controle da Wilkes, holding que controla a varejista brasileira. Naouri se tornou presidente do conselho da holding.

Ainda ao Valor,  Naouri afirmou que confia em Enéas Pestana, presidente do GPA. "A estratégia é dar continuidade ao negócio. Com relação à equipe, Pestana terá carta branca para manter os diretores. "Depende dele, ele quem decide, não somos nós", disse ao jornal.

Com relação a Abilio Diniz, que deve permanecer como presidente do conselho do GPA, Naouri afirmou que irá respeitar o contrato e que a decisão de ficar ou não cabe a ele.

Nesta segunda-feira, o Naouri e Diniz devem se encontrar em Paris para uma reunião. O encontro acontece a pedido do empresário brasileiro.

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