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Apresentado por CASAS BAHIA

Casas Bahia reduz dívida, preserva R$ 400 milhões em caixa e projeta novo ciclo de crescimento

Como parte da estratégia de transformação do Grupo, as medidas financeiras visam ampliar a competitividade e fortalecer o caixa da empresa

Grupo Casas Bahia: companhia se diz preparada para melhorar sua estrutura financeira e abrir caminho para maior geração de caixa (Casas Bahia/Divulgação)

Grupo Casas Bahia: companhia se diz preparada para melhorar sua estrutura financeira e abrir caminho para maior geração de caixa (Casas Bahia/Divulgação)

EXAME Solutions
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Publicado em 13 de junho de 2025 às 15h25.

Última atualização em 13 de junho de 2025 às 15h26.

O Grupo Casas Bahia está em um momento estratégico de reestruturação da sua base de capital. Com a antecipação da conversão de debêntures e o reperfilamento de dívidas, a empresa intensifica o seu plano de transformação, que busca reforçar a capacidade de crescimento sustentável.

Após seis trimestres consecutivos de forte desempenho operacional, a companhia se diz preparada para melhorar sua estrutura financeira e abrir caminho para maior geração de caixa.

Neste cenário, a empresa anuncia duas novidades: a antecipação da conversão integral da Série 2 de debêntures e o aprimoramento das condições da Série 1. As iniciativas marcam um novo capítulo da evolução financeira do Grupo, trazendo impactos positivos imediatos e estruturais.

“Nos últimos dois anos, tomamos decisões estratégicas e muito importantes para a companhia. Retomamos o foco no nosso core business (móveis, eletroeletrônicos e crediário) e enxugamos estruturas, encerrando operações com baixa performance e redesenhando nossa logística. O resultado é uma operação mais eficiente, conectada ao consumidor e a melhor geração de caixa dos últimos cinco anos", explica Renato Franklin, CEO do Grupo Casas Bahia.

Mudanças de impacto

Atendendo a pedidos dos credores, a conversão da Série 2, no valor de R$ 1,6 bilhão, será antecipada de outubro para junho de 2025. Esta operação, que consiste na conversão da dívida bancária em ações, simboliza um voto de confiança na solidez e nas perspectivas da companhia. Além de reduzir substancialmente o endividamento — com impacto estimado de R$ 1,6 bilhão — a medida contribuirá para o fortalecimento do balanço e maior geração de caixa.

Como resultado direto da conversão, a dívida bruta passará de R$ 5,8 bilhões para R$ 4,2 bilhões, e a dívida líquida com fornecedores/CDCI será reduzida de R$ 3,3 bilhões para R$ 1,8 bilhão. A alavancagem medida por Dívida Líquida/Ebitda cairá de 1,6x para 0,8x, enquanto o patrimônio líquido aumentará de R$ 2 bilhões para R$ 3,6 bilhões.

Os títulos convertidos em ações resultarão na emissão de aproximadamente 329 milhões de novas ações ordinárias. As ações seguirão um cronograma de lock-up de 16 meses, com liberação gradual de venda. O preço de conversão será o VWAP dos 90 dias anteriores à data da operação, com um desconto de 20%.

“Essa antecipação é um passo decisivo no nosso processo de desalavancagem. Estamos transformando dívida em capital, o que reduz significativamente nosso endividamento e melhora os principais indicadores financeiros da companhia. Essa iniciativa fortalece nosso balanço, amplia nossa capacidade de investimento e posiciona a Casas Bahia para um novo ciclo de crescimento sustentável, com menor custo de capital e mais previsibilidade", destaca Franklin.

Em paralelo, a Série 1 de debêntures, parcialmente detida por bancos, também terá suas condições renegociadas com termos mais vantajosos. O novo cronograma de amortização prevê o primeiro pagamento de principal apenas em novembro de 2027, em vez de 2026. Além disso, o início do pagamento de juros também foi postergado para a mesma data.

Essa postergação representa um fôlego importante para o caixa da empresa. Estima-se que cerca de R$ 400 milhões sejam preservados nos próximos dois anos, o que amplia a flexibilidade financeira da companhia em um momento decisivo de sua reestruturação.

De acordo com a Casas Bahia, o conjunto das ações pode gerar uma economia anual aproximada de R$ 230 milhões em despesas financeiras. Os recursos economizados serão fundamentais para a continuidade dos investimentos e a execução do plano de transformação.

Foco no futuro

As medidas chegam após seis trimestres consecutivos de recuperação operacional. Com desempenho mais consistente e a redução do endividamento, a empresa quer consolidar uma nova fase de sua trajetória, com mais equilíbrio financeiro e foco no futuro.

A operação também fortalece a percepção de crédito da companhia perante o mercado, fornecedores e seguradoras, além de contribuir para a redução do risco sacado e do custo de capital — fatores essenciais para garantir competitividade no setor varejista.

“Com a redução do endividamento e o reforço do nosso capital, ganhamos mais previsibilidade financeira. E isso é essencial para todos os nossos parceiros. O mercado passa a ver a Casas Bahia como uma empresa com menor risco e maior capacidade de honrar compromissos. Isso fortalece nossa percepção de crédito, reduz o custo de financiamento e amplia as relações comerciais em toda a cadeia", afirma o CEO.

A transformação é vista como positiva, uma vez que amplia o valor de mercado da empresa e sinaliza um novo ciclo de valorização para os investidores, em linha com as melhores práticas de governança e estrutura de capital.

O compromisso com um crescimento sustentável é reforçado pelas mudanças. Ao reduzir a alavancagem e ampliar sua capacidade de investimento, a companhia se posiciona para enfrentar os próximos ciclos econômicos com mais resiliência e protagonismo.

“Com a casa arrumada do ponto de vista operacional e financeiro, nosso foco a partir do próximo ano é a expansão com responsabilidade. Vamos crescer com eficiência, mirando especialmente cidades de médio porte nas regiões Centro-Oeste e Nordeste. Essa operação nos dá a base necessária para esse novo ciclo: mais fôlego financeiro, maior capacidade de investimento e solidez para construir uma Casas Bahia ainda mais próxima dos clientes. Estamos prontos para crescer de forma sustentável, com disciplina e protagonismo no varejo brasileiro", conclui Renato Franklin.

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