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Bloqueio da Arábia Saudita não foi retaliação por embaixada, diz BRF

Maior comprador da carne de frango brasileira, país árabe bloqueou a compra em cinco frigoríficos nacionais

BRF: Frigorífico é um dos exportadores de carne de frango para a Arábia Saudita (Ueslei Marcelino/Reuters)

BRF: Frigorífico é um dos exportadores de carne de frango para a Arábia Saudita (Ueslei Marcelino/Reuters)

EC

Estadão Conteúdo

Publicado em 30 de janeiro de 2019 às 14h44.

São Paulo - O CEO Global da BRF, Pedro Parente, afirmou que não vê como retaliação a decisão da Arábia Saudita de desautorizar a importação de carne de frango de cinco frigoríficos brasileiros, sendo duas plantas da BRF. A possível retaliação, chamada de especulação por Parente, teria sido resultado da sinalização do governo brasileiro de querer mudar a embaixada do País para Jerusalém.

"Na realidade, no nosso ver, não teve isso. Foi uma maneira que a Arábia Saudita encontrou de controlar a oferta de frangos naquele país", disse, em referência a uma medida para proteger seus produtores locais.

"A Arábia Saudita tentou controlar previamente com uma medida ligada a maneira halal de produzir esses alimentos, era uma questão. Agora buscaram uma maneira de controlar a oferta por meio do número CIF", afirmou, durante evento do Credit Suisse, nesta quarta-feira, 30, em São Paulo.

Segundo o executivo, "felizmente o impacto (do bloqueio) não é material". Das oito plantas, duas foram bloqueadas, sendo que apenas uma estava efetivamente vendendo para este país.

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