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Black Friday: e-commerce fatura R$ 4,76 bi e cresce 11% ante 2024

O resultado supera em meio bilhão de reais o registrado no ano passado, quando faturou R$ 4,27 bilhões

Black Friday: TVs, smartphones e geladeiras foram as categorias que mais se destacaram em 2025 (ArtististGNDphotography/Getty Images)

Black Friday: TVs, smartphones e geladeiras foram as categorias que mais se destacaram em 2025 (ArtististGNDphotography/Getty Images)

Publicado em 30 de novembro de 2025 às 06h00.

O e-commerce brasileiro faturou R$ 4,76 bilhões na Black Friday de 2025, alta de 11,2% em relação a 2024. O resultado supera em meio bilhão de reais o registrado no ano passado, quando o faturamento acumulado foi de R$ 4,27 bilhões.

As categorias que mais resultaram em vendas na data neste ano foram TVs (com faturamento de R$ 443,2 milhões), smartphones (R$ 388,7 milhões), e geladeiras/refrigeradores (R$ 273,2 milhões).

Entre os produtos com maior faturamento, o ar condicionado Split da Samsung de 12 mil BTUs liderou o ranking, seguido do iPhone 16 de 128 GB de cor preta e da Smart TV de 70 polegadas da Samsung, do modelo Crystal Gaming Hub.

O número de pedidos finalizados na Black Friday de 2025 foi 28% superior ao volume do ano passado, com 8,69 milhões de pedidos finalizados contra 6,74 milhões em 2024. O tíquete médio caiu 12,8%, registrando R$ 553,6 contra R$ 634,4 em 2024.

Os dados são de uma plataforma da Confi Neotrust, empresa de inteligência de mercado que monitora o e-commerce brasileiro. A análise levou em consideração o acumulado das vendas realizadas de 00h até às 23h59 do dia 28 de novembro e compara com os números de 29 de novembro de 2024, dia da Black Friday do ano passado.

Melhor Black Friday desde 2021

Na série histórica recente, a Black Friday deste ano só perdeu em faturamento para a Black Friday 2021, durante a pandemia de covid-19, em que o e-commerce brasileiro faturou R$ 5,13 bilhões.

Para Léo Homrich Bicalho, head de negócios da Confi Neotrust, a antecipação das compras ao longo de novembro abriu espaço para um consumo mais planejado. O consumidor pôde distribuir o orçamento entre itens de recorrência e moda ao longo da semana, o que elevou o volume de vendas, e deixou a maior parte do capital para a chamada “compra de desejo”, como TVs e produtos de linha branca, na sexta-feira.

"Se 2021 foi um pico anômalo impulsionado pelo isolamento, 2025 estabelece um novo marco de consistência e saúde para o varejo digital em tempos de normalidade, entregando a semana mais forte da história recente do setor”, afirma o especialista.

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