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Airbus obedece decisão da OMC contra apoio da UE à empresa

Companhia francesa, que recebe subsídios para os jatos A350 e A380, foi contestada pelos EUA na entidade; agora, ela espera que a Boeing também sofra revés

Airbus: decisão da Organização Mundial do Comércio abre caminho para possíveis sanções dos EUA (Jonathan Daniel/Getty Images/Getty Images)

Airbus: decisão da Organização Mundial do Comércio abre caminho para possíveis sanções dos EUA (Jonathan Daniel/Getty Images/Getty Images)

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Reuters

Publicado em 22 de maio de 2018 às 16h59.

Paris - A Airbus informou nesta terça-feira que tomou medidas para cumprir uma decisão da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre subsídios para os jatos A350 e A380, que vêm encontrando problemas jurídicos nos Estados Unidos e na Europa.

A decisão acontece dias depois de os Estados Unidos terem obtido uma vitória parcial contra o apoio da União Européia à Airbus na OMC, abrindo caminho para possíveis sanções dos EUA em uma disputa de 14 anos sobre alegações de apoio ilegal para fabricantes de aviões.

A UE diz que espera decisão semelhante no fim do ano em um caso paralelo da OMC sobre apoio dos EUA à Boeing, aumentando a perspectiva de uma batalha por sanções.

A disputa ameaça exacerbar tensões em relação às tarifas de alumínio e aço dos EUA e o impacto sobre as empresas europeias da decisão de Washington de sair do pacto nuclear do Irã. Mas ambos os lados concordam que nenhuma sanção acontecerá antes de 2019.

Num raro enfrentamento público por trás da longa disputa, o principal advogado externo da Boeing no caso disse à rádio BBC que os EUA estariam livres para atacar qualquer produto europeu, não apenas a indústria aeroespacial.

"A OMC decidirá qual é o número adequado e dará aos EUA essa autoridade", disse Robert Novick, sócio-gerente da firma de advocacia norte-americana WilmerHale, ao programa BBC Today.

"Paralelamente, os EUA desenvolverão uma lista de produtos nos quais podem considerar a imposição de medidas preventivas", acrescentou.

O principal advogado da Airbus no caso disse que espera uma decisão "devastadora" sobre o apoio dos EUA aos jatos 777 e 787 da Boeing quando a OMC emitir seu relatório final sobre os dados deste ano.

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