Negócios

Acionistas encerram disputa com acordo para gestão da Usiminas

Novas regras permitem alternância de presidente-executivo e de presidente do conselho de administração a cada quatro anos entre os dois grupos

Usiminas: alternância começa com a Ternium indicando o presidente-executivo enquanto a Nippon Steel nomeia para a presidência do conselho (KIKO FERRITE/Site Exame)

Usiminas: alternância começa com a Ternium indicando o presidente-executivo enquanto a Nippon Steel nomeia para a presidência do conselho (KIKO FERRITE/Site Exame)

R

Reuters

Publicado em 8 de fevereiro de 2018 às 20h30.

Última atualização em 9 de fevereiro de 2018 às 08h24.

São Paulo - Os produtores de aço Ternium e Nippon Steel fecharam acordo para encerrar disputas em torno da gestão da Usiminas com uma nova governança prevendo alternância na presidência e um mecanismo de saída que permite um comprar a participação do outro na empresa em caso de novo desavenças.

A Ternium, que divide o controle da Usiminas com a japonesa Nippon Steel, afirmou que as novas regras permitem alternância de presidente-executivo e de presidente do conselho de administração a cada quatro anos entre os dois grupos.

A alternância começa com a Ternium indicando o presidente-executivo atual ocupante do cargo, Sergio Leite, enquanto a Nippon Steel nomeia para a presidência do conselho o executivo Ruy Hirschheimer, ex-presidente da Electrolux na América Latina entre 1998 a 2016. As indicações vão ser feitas na eleição para diretoria da Usiminas, marcada para maio.

Além disso, os sócios aceitaram um mecanismo em que um poderá comprar a maioria ou até toda a participação do outro na siderúrgica quatro anos e meio após a eleição da diretoria da Usiminas, caso ocorra novo desentendimento entre os grupos.

O acerto marca uma grande mudança na disputa entre Ternium e Nippon Steel, que desde 2014 vinham travando batalhas sobre quem deveria administrar a empresa, incluindo a abertura de múltiplos processos judiciais.

As empresas, porém, não detalharam o formato do mecanismo de saída, informando apenas que o recurso poderá ser iniciado por qualquer uma das partes "com ou sem causa, a qualquer momento...e após período de negociação de seis meses qualquer das partes poderá comprar um determinado número de ações ordinárias detidas pela outra parte...consolidando o controle".

As empresas também afirmaram que em caso de venda, o vendedor poderá optar por manter cerca de 10 por cento das ações ordinárias da Usiminas.

Até o ano passado, a Nippon Steel vinha aceitando negociar tal mecanismo com a Ternium, mas não aceitava a proposta da Ternium de criação de um sistema de leilão em que o sócio que pagasse mais ficaria com as ações do outro.

Dentro do acordo anunciado nesta quinta-feira, Ternium e Nippon também fizeram acerto sobre demais ações em circulação da Usiminas. Nenhum dos dois grupos, e suas subsidiárias, poderá comprar ações ordinárias da Usiminas sem a permissão do outro.

As empresas não mencionaram a CSN, maior acionista minoritária da Usiminas e que foi obrigada pelo Cade a vender seus papéis na siderúrgica mineira.

Acompanhe tudo sobre:EmpresasNippon SteelTerniumUsiminas

Mais de Negócios

Onde está o Brasil no novo cenário de aportes em startups latinas — e o que olham os investidores

Tupperware entra em falência e credores disputam ativos da marca icônica

Num dos maiores cheques do ano, marketplace de atacados capta R$ 300 milhões rumo a 500 cidades

Tupperware inicia processo de recuperação judicial