Staedtler, fabricante alemã de materiais artísticos e escolares (Staedtler/Divulgação)
Karin Salomão
Publicado em 9 de julho de 2019 às 06h00.
Última atualização em 9 de julho de 2019 às 06h00.
A Staedtler, companhia alemã de materiais artísticos e escolares, irá reforçar sua presença no Brasil. A companhia está inaugurando a sua subsidiária em São Paulo, a primeira na América Latina.
Ela atuava, até então, apenas através de distribuidores no Brasil, com foco em material artístico e profissional, normalmente mercados de nicho. Agora, está investindo em sua linha escolar, mais ampla, para atingir um público maior. Também irá expandir a categoria de artesanato com a vinda de novos produtos.
O escritório irá concentrar as atividades de vendas e marketing. A empresa também contará com 23 representantes comerciais pelo país.
A companhia está presente em mais de 150 países, com nove fábricas de produção e um total de 3 mil funcionários. Mas ainda tem uma atuação pequena no Brasil. Teve vendas de apenas 1,6 milhão de reais por aqui, fatia pequena do seu faturamento global de 1,6 bilhão no ano passado. A companhia não abriu as perspectivas para o Brasil e a América Latina, mas afirma que é um mercado potencial.
Competição
Não será fácil. A companhia precisará enfrentar rivais muito maiores e bem estabelecidas no mercado. A Faber-Castell, uma de suas principais competidoras, teve faturamento de 667 milhões de euros (cerca de 2,8 bilhões de reais) no ano fiscal de 2016 e 2017, último período divulgado. Já a Stabilo, conhecida por suas canetas hidrográficas, alcançou vendas de 713,5 milhões de euros em 2018, cerca de 3 bilhões de reais.
“A Staedtler tem consciência de que o crescimento será construído a cada passo. Não há expectativas de números estrondosos logo na chegada da companhia ao país. Temos um longo caminho para construir”, afirmou Alexandre Facci, diretor geral da companhia no Brasil, por email.
A empresa também adquiriu parte da maior fabricante de materiais escolares e de escritórios do Peru, Artesco, onde terá uma fábrica. “Foi uma oportunidade de volume e faixa de mercado na América do Sul. Além disso, eles são líderes do mercado peruano e também têm exportação, com uma variedade enorme de produtos. Os produtos serão exportados para toda a América Latina”, disse o executivo.