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Vargas Llosa diz que papa Francisco pode superar anacronismo

"Espero que inicie o processo de modernização da Igreja, libertando-a de anacronismos, como não tratar temas como os do sexo e da mulher", afirmou o prêmio Nobel de Literatura

Vargas Llosa participa de festival na Colômbia em 25 de janeiro de 2012 (Afp.com / Str)

Vargas Llosa participa de festival na Colômbia em 25 de janeiro de 2012 (Afp.com / Str)

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Da Redação

Publicado em 17 de março de 2013 às 12h36.

Brasília - O papa Francisco "parece ser moderno" e sob sua direção a Igreja Católica pode superar "anacronismos", como a intolerância diante de temas de sexualidade, opinou o escritor peruano Mario Vargas Llosa.

"Espero que inicie o processo de modernização da Igreja, libertando-a de anacronismos, como não tratar temas como os do sexo e da mulher", afirmou o prêmio Nobel de Literatura 2010 em uma entrevista publicada neste domingo pelo jornal O Estado de São Paulo.

Caso contrário, considerou Vargas Llosa, a Igreja continuará perdendo fiéis.

"Os problemas como a pedofilia que quase destruíram a Igreja nasceram desta intolerância ao sexo", acrescentou o escritor.

Eleito na última quarta-feira após um breve conclave, o papa argentino Jorge Bergoglio escolheu o nome de Francisco, em referência a São Francisco de Assis, o santo dos pobres.

Neste domingo, o Sumo Pontífice rezou seu primeiro Ângelus diante de mais de 100.000 pessoas na Praça de São Pedro do Vaticano.

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