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Um dos assassinos em série mais famosos da Rússia admite mais 11 assassinatos

Sua intenção, segundo os investigadores, era cometer um total de 64 assassinatos, o mesmo número de casas em um tabuleiro de xadrez

Alexander Pichushkin, o "Maníaco do Martelo": ele fez suas primeiras vítimas em 1992 ( MAXIM MARMUR/AFP/Getty Images)

Alexander Pichushkin, o "Maníaco do Martelo": ele fez suas primeiras vítimas em 1992 ( MAXIM MARMUR/AFP/Getty Images)

EFE
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Agência de Notícias

Publicado em 5 de abril de 2025 às 16h38.

Um dos assassinos em série mais famosos da Rússia, Alexander Pichushkin, conhecido como "Maníaco do Martelo", anunciou sua disposição de confessar mais 11 assassinatos após ter sido condenado à prisão perpétua pelo assassinato de 48 pessoas, segundo informou neste sábado o departamento de imprensa do Serviço Penitenciário russo (FSIN).

"Pichushkin expressou sua disposição de confessar ter cometido mais 11 assassinatos de homens e mulheres no distrito de Butovo Norte, em Moscou", afirmou o FSIN, citado pela agência de notícias russa “TASS”.

As informações sobre o envolvimento do serial killer, conhecido por atacar suas vítimas com um martelo, "foram obtidas por meio da cooperação da diretoria de operações do FSIN e da Diretoria Principal de Investigação Criminal do Ministério do Interior russo", acrescentou a agência, sem fornecer mais detalhes.

O "Maníaco do Martelo" foi preso em 2006 e condenado à prisão perpétua um ano depois, após ter sido considerado culpado de assassinar 48 pessoas e realizar três tentativas de homicídio.

O assassino fez suas primeiras vítimas em 1992 e continuou matando até sua prisão.

Sua intenção, segundo os investigadores, era cometer um total de 64 assassinatos, o mesmo número de casas em um tabuleiro de xadrez.

Apesar dos apelos das famílias das vítimas, o assassino não foi condenado à morte, uma vez que a Rússia adotou uma moratória sobre a pena capital em 1996, ao aderir ao Conselho da Europa.

Pichushkin, um ex-funcionário de supermercado de 33 anos, não demonstrou remorso por seus crimes, e a Justiça russa determinou que teria que se submeter a tratamento psiquiátrico compulsório, apesar de estar em pleno uso de suas faculdades mentais quando cometeu os assassinatos.

O assassino cometia a maioria de seus crimes com a ajuda de um martelo, com o qual batia em suas vítimas até que não mostrassem mais sinais de vida e depois as jogava em poços de esgoto.

"Se não tivessem me pegado, eu nunca teria parado. Nunca. Eles salvaram a vida de muitas pessoas", declarou o assassino durante o julgamento.

Pichushkin está atualmente detido na mesma prisão de alta segurança no Ártico russo onde o líder opositor russo Alexei Navalny morreu em fevereiro do ano passado.

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