Agência de Notícias
Publicado em 14 de abril de 2025 às 17h04.
Última atualização em 14 de abril de 2025 às 17h07.
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta segunda-feira que a reunião realizada em Hanói entre o presidente chinês, Xi Jinping, e o líder vietnamita, To Lam, buscou estudar maneiras de prejudicar seu país no contexto da atual guerra comercial desencadeada por Washington.
"Não culpo a China ou o Vietnã. Vejo a reunião de hoje e é maravilhosa. É uma reunião adorável, quero dizer, é como tentar descobrir 'como podemos prejudicar os Estados Unidos'", explicou ele à imprensa no Salão Oval da Casa Branca, durante um encontro com o presidente de El Salvador, Nayib Bukele.
Trump se referia ao encontro entre Xi e To, que ocorreu hoje no início de uma viagem do mandatário chinês pelo Sudeste Asiático, na qual Pequim busca se apresentar como um parceiro confiável diante da investida comercial dos EUA.
"Perdemos trilhões de dólares em comércio com a China durante a era Biden, trilhões de dólares. Ele deixou que nos explorassem, e não podemos mais fazer isso. E sabe de uma coisa? Eu não culpo a China de forma alguma. Não culpo o presidente Xi. Eu gosto dele. Ele gosta de mim", disse Trump sobre a situação atual com Pequim, a quem ele puniu por reagir à imposição de tarifas.
Apesar de suavizar sua ofensiva contra a maioria dos países na semana passada, Trump decidiu punir Pequim, que insiste em continuar retaliando, de maneira que atualmente as importações chinesas enfrentam tarifas americanas de 145% e as remessas dos EUA para a China enfrentam tarifas de 125%.
O presidente americano também insistiu hoje que está preparando um imposto específico sobre produtos farmacêuticos em um futuro "não muito distante".
"Só preciso aplicar uma tarifa", disse Trump, acrescentando que "quanto maior a tarifa, mais rápido elas (as empresas farmacêuticas) virão", referindo-se ao seu objetivo de realocar a produção de medicamentos para o território americano.
Trump evitou comentar ao ser perguntado sobre a imposição de tarifas específicas sobre semicondutores, que disse no fim de semana que anunciaria nos próximos dias, mas insistiu que seria "flexível" em relação à possibilidade de taxar produtos da gigante de tecnologia Apple, como celulares e computadores.