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Sérvia aprova novo governo de conservadores e socialistas

O chefe do governo disse que nos próximos anos a prioridade será continuar com reformas para atrair investimentos estrangeiros e criar uma economia competitiva


	Sérvia: o chefe do governo disse que nos próximos anos a prioridade será continuar com reformas para atrair investimentos estrangeiros e criar uma economia competitiva
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Sérvia: o chefe do governo disse que nos próximos anos a prioridade será continuar com reformas para atrair investimentos estrangeiros e criar uma economia competitiva (Getty Images)

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Da Redação

Publicado em 11 de agosto de 2016 às 14h11.

Belgrado - O parlamento sérvio deu nesta quinta-feira sinal verde ao novo governo, no qual o conservador Partido Progressita (SNS) repete coalizão com os socialistas, com um programa centrado nas reformas, com privatizações e cortes da Administração Pública.

Após três dias de debates, o novo Executivo liderado pelo primeiro-ministro Aleksandar Vucic recebeu o apoio de 163 deputados, enquanto 62 votaram contra.

Apesar das eleições antecipadas de abril terem dado ao SNS de Vucic maioria absoluta no parlamento, o primeiro-ministro decidiu voltar a repetir com os socialistas a coalizão que esteve no poder entre 2014 e 2016.

Vucic defendeu que seu programa de governo procura "uma Sérvia moderna, economicamente forte e democrática" e lembrou que durante os dois anos da passada legislatura conseguiu estabilizar as finanças públicas e o país começou a sair da crise.

O chefe do governo disse que nos próximos quatro anos a prioridade será continuar com as reformas para atrair investimentos estrangeiros e criar uma economia competitiva, conseguir o crescimento e novos postos de trabalho.

Vucic explicou que aplicará mais medidas de austeridade para melhorar a eficácia do setor público e lembrou que essas políticas são as que permitiram que a economia crescesse 0,8% em 2015, após oito anos de recessão.

Com relação às privatizações de empresas estatais, que pode deixar milhares de pessoas sem emprego, Vucic reconheceu que o processo não é fácil, mas afirmou que prosseguirão.

O ingresso na União Europeia é outro alvo estratégico e até o final do mandato o governo tratará de concluir as negociações para que a Sérvia possa ser membro de pleno direito.

Ao se referir ao Kosovo, antiga província sérvia que se proclamou independente em 2008, recalcou a importância do diálogo sob o amparo de Bruxelas, mas reiterou que a Sérvia não reconhecerá essa independência.

O líder socialista, Ivica Dacic, seguirá sendo ministro das Relações Exteriores e primeiro vice-primeiro-ministro.

Embora tenha havido poucas mudanças importantes entre os 19 membros do governo, destaca-se a incorporação de Ana Brnabic -na Administração Pública-, uma ministra abertamente homossexual, algo que representa uma novidade para toda a região balcânica.

Vucic, fervoroso europeísta de passado ultranacionalista, convocou o pleito dois anos antes argumentando que necessitava de um forte apoio para acometer as reformas exigidas à Sérvia pela UE.

Seus opositores criticam que a convocação eleitoral e o atraso de três meses na formação de governo foram uma perda de tempo.

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