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Secretário da Unasul questiona julgamento político de Dilma

O secretário do bloco sul-americano questionou a suspensão da presidente Dilma para enfrentar um julgamento político


	Ernesto Samper, da Unasul: "observamos com grande preocupação a presença e existência na América Latina em geral de fatores políticos que estão fazendo política sem responsabilidade política"
 (Reuters)

Ernesto Samper, da Unasul: "observamos com grande preocupação a presença e existência na América Latina em geral de fatores políticos que estão fazendo política sem responsabilidade política" (Reuters)

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Da Redação

Publicado em 12 de maio de 2016 às 16h46.

Quito - O secretário do bloco sul-americano Unasul questionou nesta quinta-feira a suspensão da presidente afastada Dilma Rousseff para enfrentar um julgamento político e advertiu que o processo provoca turbulências que afetam a região.

Ernesto Samper esclareceu que, por enquanto, nenhum dos membros da União de Nações Sul-Americanas solicitou uma reunião para discutir a situação no Brasil e disse que a decisão do Senado não tem justificativa e abre "questões preocupantes" sobre o Estado de Direito.

"Observamos com grande preocupação a presença e existência na América Latina em geral de fatores políticos que estão fazendo política sem responsabilidade política e que de alguma forma estão comprometendo a governabilidade democrática da região de uma maneira perigosa", disse a jornalistas.

As declarações do secretário, feitas na sede da Unasul em Quito, ocorrem após a decisão do Senado de abrir um processo de impeachment contra Dilma por crime de responsabilidade. Durante o processo, que pode durar até 180 dias, o vice-presidente Michel Temer assume o governo interinamente.

Samper, ex-presidente da Colômbia, solicitou que se garanta o direito de defesa de Dilma e que ela seja julgada de acordo com as regras e garantias "que correspondam a qualquer julgamento em um Estado democrático".

"Não é nenhum mistério o peso que o Brasil tem na região, e estas circunstâncias de instabilidade que tem vivido e pode se aprofundar com a decisão tomada (pelo Senado)... de maneira perigosa para a região", acrescentou.

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