Erenice guerra deixou cargo de ministra da Casa Civil, secretário-executivo, Carlos Lima assumiu a pasta (.)
Da Redação
Publicado em 10 de outubro de 2010 às 03h36.
Brasília - A saída da ex-ministra da Casa Civil, Erenice Guerra, é uma resposta do Planalto para mostrar que o governo não está de olhos fechados para o problema. A avaliação é do mestre em Ciência Política, Cristiano Noronha, da Arko Advice. Segundo o consultor, havia uma pressão diária por explicações por parte de Erenice e por parte do governo que estava desgastando a imagem da ex-ministra.
"O argumento técnico está relacionado com a investigação e a saída da ministra reforça uma percepção de que não vai haver interferência", explicou. Noronha diz que o afastamento ajuda a tirar o peso político e eleitoral que o assunto pode ter na campanha da candidata do PT, Dilma Rousseff. "Faltam só 17 dias para as eleições e é um período muito delicado. Do ponto de vista eleitoral, era importante que a decisão fosse tomada", ponderou.
No entanto, o consultor destaca que as pesquisas eleitorais ainda não trouxeram nenhum reflexo negativo do escândalo para as intenções de votos da candidata. "Neste sentido, a saída de Erenice foi uma medida preventiva", afirmou.
Imagem da Casa Civil
Não é a primeira vez que um ministro da Casa Civil deixa a pasta depois de escândalos. Em 2005, o então ministro da Casa Civil, José Dirceu saiu por causa do "mensalão". Na época, disse que deixava o cargo "com a cabeça erguida". Para o consultor Cristiano Noronha, o envolvimento do órgão com esses tipo situações fragiliza a imagem da Casa Civil. "Ali está o coração do governo", disse ele.
Segundo o consultor, no próximo governo, será necessário muita cautela na hora de escolher quem assumirá a Casa Civil. "A primeira coisa é escolher uma pessoa que tenha credibilidade, uma história de idoneidade. Uma pessoa capacitada e preparada porque o cargo é muito estratégico."
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