Mundo

Sacola plástica voltará a ser vendida em São Paulo

A 1.ª Vara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo aceitou ontem o recurso do Walmart e cassou a liminar que obrigava a distribuição gratuita

Mulher carrega sacolas plásticas: como alternativa às sacolinhas, os supermercados voltarão a oferecer caixas de papelão gratuitas

Mulher carrega sacolas plásticas: como alternativa às sacolinhas, os supermercados voltarão a oferecer caixas de papelão gratuitas

DR

Da Redação

Publicado em 9 de agosto de 2012 às 16h01.

São Paulo - As sacolinhas plásticas voltarão a ser cobradas nas principais redes de supermercado da capital a partir de 15 de setembro. A 1.ª Vara Cível do Tribunal de Justiça (TJ) de São Paulo aceitou ontem o recurso do Walmart e cassou a liminar, obtida no fim de junho pela associação civil SOS Consumidor, que obrigava a distribuição gratuita. A decisão deve se estender a pedidos semelhantes dos grupos Pão de Açúcar, Sonda e Carrefour.

O despacho determinou que as sacolas sejam vendidas pelo preço máximo de R$ 0,59 até abril de 2013 e não podem trazer logomarca ou propaganda de nenhuma espécie. O entendimento do desembargador Torres de Carvalho é de que a cobrança pelas sacolas não implica em ônus excessivo ao consumidor.

"Não é de interesse dos supermercados vender sacola para ter lucro com isso", afirma o advogado Alfredo Zucca, especialista em direito do consumidor que defendeu o Walmart no caso. "Essencialmente, é uma questão de política de meio ambiente. É o fim de um hábito que só existe em países subdesenvolvidos. A implantação da medida é incômoda como foram, por exemplo, a introdução do cinto de segurança e a Lei Cidade Limpa."

Segundo ele, a partir de 15 de setembro voltam a valer os termos do compromisso assumido em fevereiro deste ano - como alternativa às sacolinhas, os supermercados voltarão a oferecer caixas de papelão gratuitas. Por meio de nota, a Associação Brasileira de Supermercados prometeu formar um grupo de trabalho com o Ministério do Meio Ambiente para estudar as tecnologias disponíveis de embalagens biodegradáveis.

A SOS Consumidor, que obteve a liminar no fim de junho para a volta da distribuição gratuita de sacolas plásticas, pede transição mais gradual e afirma que vai recorrer da cassação. "A decisão estabelece prazos, mas acho que o fornecimento deveria ser gratuito por mais um ano. Há 40 anos recebemos as sacolas de graça e de uma hora para outra isso é proibido", afirma a advogada Marli Aparecida Sampaio, presidente da associação civil. As informações são do jornal O Estado de S.Paulo.

Acompanhe tudo sobre:JustiçaSacolas plásticasSustentabilidade

Mais de Mundo

Irã rejeita proposta dos EUA para negociações diretas sobre programa nuclear

Israel mata quase 50 palestinos nas últimas 24h em Gaza

Reino Unido denuncia que Israel deteve e impediu a entrada de parlamentares britânicas

Ataque russo com mísseis deixa um morto e três feridos em Kiev