Mundo

Renzi inicia processo de posse com difícil voto no Senado

O governo de coalizão italiano de Matteo Renzi enfrenta o voto de confiança do Senado, primeiro passo para confirmar a posse e o mais difícil

Matteo Renzi, primeiro-ministro italiano: a caminhada do governo de Renzi já começa cheia de obstáculos (Alessia Pierdomenico/Bloomberg)

Matteo Renzi, primeiro-ministro italiano: a caminhada do governo de Renzi já começa cheia de obstáculos (Alessia Pierdomenico/Bloomberg)

DR

Da Redação

Publicado em 24 de fevereiro de 2014 às 08h48.

Roma - O governo de coalizão italiano de Matteo Renzi enfrenta nesta segunda-feira o voto de confiança do Senado, primeiro passo para confirmar a posse e o mais difícil, já que nesta casa do Legislativo os números de sua maioria são mais apertados.

O procedimento de posse começará às 16h locais (12h de Brasília) com um discurso de Renzi, e em seguida se iniciará o debate parlamentar e a votação.

Amanhã, o mesmo procedimento será realizado na Câmara dos Deputados.

O Executivo de Renzi, o primeiro com paridade de gênero da história da Itália: oito ministras e oito ministros, e o mais jovem, com 48 anos e quatro meses de média, prestou juramento no sábado, com exceção do ministro da Economia, Pier Carlo Padoan, que adiou para hoje o ato.

O governo do líder do Partido Democrata (PD), que aos 39 anos será o presidente de governo mais jovem da história italiana, é integrado pelas mesmas formações que apoiaram Letta nos últimos meses: o Novo Centro-direita (NCD), de Angelino Alfano, e os centristas Populares para a Itália-UDC e Escolha Cívica, assim como outros pequenos partidos.

No entanto, a caminhada do governo de Renzi já começa cheia de obstáculos.

Os membros do Populares para a Itália-UDC tinham ameaçado não votar a posse, mas finalmente cederam "por respeito ao chefe de Estado, Giogio Napolitano".


O mesmo ocorreu com alguns senadores do PD, que após assegurar que não votariam a posse pois não se alinhariam a um partido de direita, finalmente mudaram de ideia para não rachar a legenda.

Como no caso de Letta, Renzi não terá problemas na Câmara dos Deputados pois seu partido, excluindo qualquer apoio, conta com a maioria absoluta de 293 cadeiras, de um total de 316.

No entanto, no Senado, onde a maioria é de 161 votos, é vital o apoio de cada um dos grupos políticos que aderiram ao Executivo.

A atenção hoje está centrada também no discurso de Renzi, no qual o político descreverá seu programa governamental e sua intenção de permanecer no cargo até o término da legislatura, prevista para 2018.

Renzi deverá reiterar a urgência de aprovar a nova lei eleitoral e as reformas constitucionais, entre elas a abolição do Senado como casa legislativa.

O Executivo de Renzi já viveu sua primeira polêmica quando o subsecretário da Presidência do governo, Graziano Delrio, anunciou ontem a intenção de se criar um novo imposto sobre renda, o desagradou os membros da centro-direita que fazem parte da coalizão.

Acompanhe tudo sobre:PolíticaPaíses ricosEuropaItáliaPiigs

Mais de Mundo

Tribunal dos EUA determina que maioria das tarifas implementadas por Trump são ilegais

Operação revista escritórios por supostos casos de suborno com irmã de Milei

Autoridades palestinas pedem aos EUA que 'reconsiderem' decisão de revogar vistos

Guyana ofrece pagos a todos los ciudadanos para 'dividir la riqueza' del petróleo