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Partido de Le Pen critica Macron por tocar hino da UE em discurso

Para o partido ultradireitista, o presidente eleito deixou de lado o hino nacional da França e "inscreveu a França eterna, o Louvre, na Europa federal"

Macron: o hino nacional francês foi entoado, mas ao final do discurso de Macron (Christian Hartmann/Reuters)

Macron: o hino nacional francês foi entoado, mas ao final do discurso de Macron (Christian Hartmann/Reuters)

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EFE

Publicado em 8 de maio de 2017 às 06h32.

Paris - O partido ultradireitista Frente Nacional (FN) criticou o presidente eleito da França, Emmanuel Macron, por ter iniciado a comemoração de sua vitória no pleito presidencial deste domingo sob os acordes do Hino da União Europeia, baseado na Nona Sinfonia de Beethoven, e não com a Marselhesa.

"Primeiro ato de Macron: matar a Marselhesa e inscrever a França eterna, o Louvre, na Europa federal e seu 'hino'. Resistamos", escreveu no Twitter o vice-presidente da legenda, Florian Philippot.

O hino nacional francês foi entoado, mas ao final do discurso de Macron. O mais pró-União Europeia dos candidatos à presidência da França já tinha falado sobre seu interesse de defender a França "e seus interesses", mas também a Europa.

A Esplanada do Louvre foi o lugar escolhido pelo ex-ministro da Economia e novo presidente francês para reunir seus simpatizantes. A imagem de Macron na comemoração também lhe valeu críticas do eurodeputado ecologista Yannick Jadot, que o comparou a um faraó "diante de sua pirâmides". "Foi TutanMacron", afirmou, em alusão à famosa pirâmide que fica no museu.

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