Líder dos social-democratas, Helle Thorning-Schmidt, 44 anos, será a primeira mulher premier da Dinamarca (Jonathan Nackstrand/AFP)
Da Redação
Publicado em 16 de setembro de 2011 às 11h18.
Copenhague - A oposição de centro-esquerda venceu as eleições legislativas desta quinta-feira na Dinamarca, voltando ao poder após dez anos de governo de centro-direita, reconheceu o primeiro-ministro Lars Loekke Rasmussen.
"Mais cedo esta noite liguei (para a chefe da oposição) Helle Thorning-Schmidt. A cumprimentei e disse que ela tem agora a possibilidade de formar um novo governo", revelou Rasmussen diante de seus eleitores.
Líder dos social-democratas, Helle Thorning-Schmidt, 44 anos, será a primeira mulher premier da Dinamarca.
Segundo os resultados oficiais publicados na madrugada desta sexta-feira (horário local), após a contagem de 99,2% dos votos, o bloco de esquerda obtinha 89 das 179 cadeiras do Folketing, contra 86 para o bloco de direita de Rasmussen.
Os resultados não incluem os quatro assentos reservados aos territórios autônomos da Groenlândia e Ilhas Feroe, que podem inclinar aritmeticamente a maioria absoluta para um lado ou para outro.
No entanto, segundo a imprensa dinamarquesa, os observadores e a experiência de eleições anteriores indicam que devem fortalecer o avanço da esquerda.
Rasmussen apresentará a demissão do seu governo à rainha nesta sexta-feira, abrindo caminho para a indicação de Thorning-Schmidt.
"Conseguimos! Hoje escrevemos uma página da história", exclamou Thorning-Schmidt, visivelmente emocionada, para seus partidários.
A vitória da esquerda acaba com dez anos de governo da coalizão liberal-conservadora, aliada à extrema direita.
Thorning-Schmidt, nora do ex-líder trabalhista britânico Neil Kinnock, construiu o resultado a partir da união de vários partidos de esquerda em torno do seu projeto.
O Partido Vermelho/Verde duplicou seu número de cadeiras, totalizando dez, e os social-liberais ganharam mais 8 assentos, chegando a 17, mas os social-democratas obtiveram apenas 45 cadeiras, como em 2007, seu pior resultado desde 1906.
A líder dos social-liberais, Margrethe Vestager, não continha a alegria em seu QG: "Precisamos de um novo governo (...). A Dinamarca deve dissolver os blocos políticos".
A campanha foi marcada pela questão econômica, à ameaça da crise financeira global e o mau desempenho do país, que este ano escapou da recessão com um débil crescimento de 1% no segundo trimestre.