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ONU consegue entrar em 18 regiões sitiadas na Síria

Um comboio com quase 40 caminhões entregou ajuda nas localidades de Arbin e Zamalka, nos arredores de Damasco


	Ajuda: "Apesar da boa notícia, temos que lamentar que quando o comboio partia, um franco-atirador disparou e atingiu um dos motoristas"
 (Bassam Khabieh / Reuters)

Ajuda: "Apesar da boa notícia, temos que lamentar que quando o comboio partia, um franco-atirador disparou e atingiu um dos motoristas" (Bassam Khabieh / Reuters)

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Da Redação

Publicado em 30 de junho de 2016 às 11h28.

Genebra - As Nações Unidas conseguiram entregar assistência de sobrevivência às populações de 18 regiões sitiadas na Síria, segundo confirmou nesta quinta-feira o responsável pela ajuda humanitária da ONU, o norueguês Jan Egeland.

"Ontem à noite conseguimos uma grande façanha ao finalmente entrar nas duas últimas áreas sitiadas das quais não tínhamos tido acesso até agora", declarou Egeland em entrevista coletiva.

Um comboio com quase 40 caminhões entregou ajuda nas localidades de Arbin e Zamalka, nos arredores de Damasco, onde a ajuda humanitária não entrava desde novembro de 2012.

"Apesar da boa notícia, temos que lamentar que quando o comboio partia, um franco-atirador disparou e atingiu um dos motoristas dos caminhões, que está em estado grave no hospital", disse Egeland.

"Isso mostra o quão perigoso é o contexto (na Síria) para os trabalhadores humanitários", acrescentou o responsável da ONU.

Por outro lado, Egeland denunciou que a situação em Madaya está se deteriorando novamente e que as cenas de crise de fome que chocaram o mundo inteiro podem se repetir no curto prazo.

Além disso, o funcionário norueguês lamentou que o acordo que tinha permitido à ONU entregar assistência humanitária às localidades de Madaya e Zabadani, nos arredores de Damasco, e a Fua e Kafraya, na região de Idlib, não se mantenha por causa da intensificação dos combates.

Finalmente, Egeland revelou sua preocupação com as muitas pessoas que estão presas na fronteira entre Síria e Jordânia e que não podem entrar no território jordaniano porque a divisa entre os dois países está fechada.

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