Mundo

Monti enfrenta 1ª greve após aprovação do plano de ajuste

Pela primeira vez em mais de dois anos, os sindicatos do país promoveram uma mobilização contra o plano de reformas de 30 bilhões de euros aprovado no domingo

O primeiro-ministro, Mario Monti, reiterou aos sindicatos a necessidade 'urgente' de realizar estas reformas diante da grave situação econômica do país (Tony Gentile/Reuters)

O primeiro-ministro, Mario Monti, reiterou aos sindicatos a necessidade 'urgente' de realizar estas reformas diante da grave situação econômica do país (Tony Gentile/Reuters)

DR

Da Redação

Publicado em 12 de dezembro de 2011 às 07h13.

Roma - O governo italiano de Mario Monti enfrenta nesta segunda-feira seu primeiro dia de mobilizações com interrupções de três horas convocados pelos três principais sindicatos contra um plano de ajuste que não consideram equitativo.

Os sindicatos majoritários do país, a Confederação Geral Italiana do Trabalho (CGIL, na sigla em italiano), Confederação Italiana de Sindicatos de Trabalhadores (CISL), e União Italiana do Trabalho (UIL), confirmaram no domingo a greve prevista para esta segunda, visto que não conseguiram chegar a um acordo com o primeiro-ministro.

De acordo com a secretária-geral da CGIL, Susanna Camusso, os sindicatos obtiveram de Monti apenas 'um compromisso genérico' de que 'levaria em conta' as remodelações solicitadas.

Segundo os veículos de comunicação italianos, o primeiro-ministro reiterou aos sindicatos a necessidade 'urgente' de realizar estas reformas diante da grave situação econômica do país.

Pela primeira vez em mais de dois anos, os três sindicatos promoveram juntos uma mobilização contra o plano de ajuste e reformas econômicas no valor de 30 bilhões de euros aprovado no domingo no Conselho de Ministros, cuja principal medida é a reforma do sistema previdenciário.

Antes da aprovação, os sindicatos já haviam rejeitado o novo sistema, que aumenta o tempo de contribuição para se aposentar e eleva a idade mínima de 60 para 62 anos no caso das mulheres e de 65 para 66 entre os homens.

Além disso, o plano congela as aposentadorias superiores a 960 euros ao mês e mantém a correção baseada na inflação para as que estão abaixo desse valor.

A greve desta segunda-feira é apenas a primeira de uma série de mobilizações contra o plano de ajuste promovido pelo Executivo italiano.

Os sindicatos pediram aos trabalhadores que parem nas últimas três horas de seu turno, mas para o setor público e os transportes a greve está programada para 16 de dezembro. 

Acompanhe tudo sobre:Política no BrasilPaíses ricosEuropaItáliaPiigsProtestosCrises em empresasGrevesreformas

Mais de Mundo

Governo da Itália desmantela esquema de fraudes para obtenção de cidadania

Trump conversou por telefone com Maduro sobre possível encontro, diz jornal

Trump diz que vai cancelar 92% das ordens assinadas por Biden

Acordo UE-Mercosul: votação dos países europeus ocorrerá entre 16 e 19 de dezembro